É impossível falar dos 104 anos de Comércio da Franca sem citar os articulistas, que nos convidam, através de suas colunas, à reflexão de assuntos importantes. Conheça quem são os nove e seus espaços.
Assinada pelo jornalista e publisher do Comércio, Corrêa Neves Júnior, desde 2008, a Gazetilha é personalíssima, muito autoral e conecta o jornalista direto com os leitores. Segundo ele, muitas matérias já chegaram a lhe emocionar a ponto de chorar enquanto escrevia. “Textos que escrevi sobre minha família, viagens, política e sobre momentos desafiadores estão entre os meus preferidos. Mas se fosse citar alguns, ficaria com três: Dez dias, onde faço um paralelo entre os nascimentos do João, o caçula, e Julia, a primogênita, Psy-tecno-Trance, quando narro o desprazer de ter uma rave acontecendo a seu lado, e Perigosa, quando conto sobre a ideia terrível que tive de trazer uma minivaca arrematada no leilão da Apae para ‘morar’ na minha casa“, disse Corrêa Jr.
Sonia Machiavelli comanda a seção Comer Bem há 9 anos e traz receitas surpreendentes. “O Comércio é meu segundo lar. Se for contar todas as horas vividas, certamente metade delas foram no jornal impresso. Acho que é um privilégio escrever num jornal centenário para leitores que estão sempre nos dando retorno”, afirma.
Ela começou a trabalhar desde muito cedo na redação do Comércio, onde fez de tudo um pouco. Assinou, com o pseudônimo Diadorim, a coluna, Ponto de Vista, nos anos 80. Depois, com seu filho Júnior, criou o Caderno de Domingo, e o elogiado Nossas Letras, no qual é editora e mantém coluna há mais de dez anos. Ao todo, são mais de 40 anos de labuta com as palavras.
A coluna Da Cozinha, comandada pela advogada e empresária Adriana Mendonça, tem espaço nas edições de domingo e traz à tona diversos assuntos. “Escrevo para o Comércio desde 2010 de forma ininterrupta. Certamente os textos mais queridos dos leitores são aqueles que tratam de gente, não necessariamente das comidas. Por exemplo, foi recebido com comoção o texto que falei da doutora Jurema, ou da minha mãe, e aqueles que trataram das viagens que fiz”, disse Adriana.
O jornalista Edson Arantes atua no Comércio desde 2000, onde passou por todas as editorias e cobriu reportagens diversas nas áreas de esporte, polícia e economia. Mas foi no setor político que mais se identificou e que teve o trabalho reconhecido.
Há 9 anos escreve em sua coluna para contar detalhes dos bastidores políticos de Franca e revelar informações verídicas que eram mantidas em sigilo e que nem sempre eram levadas ao conhecimento do público. “Notas publicadas na coluna já serviram de base para aberturas de investigação no Ministério Público, Polícia Civil e na Câmara Municipal”, disse Edson.
Fascinada por leitura desde criança, a jornalista, escritora e professora Lúcia Helena Maníglia Brigagão, afirma que com o tempo assinando sua coluna no jornal aprendeu a receber com parcimônia e humildade quaisquer críticas que viver. Se positivas, reflete e pensa no que deve melhorar; se negativas, também.
O pároco da Igreja Santo Antônio e vigário geral da Diocese, Monsenhor José Geraldo Segantin, disse que escrever semanalmente para o Comércio é honroso. “Como padre posso afirmar que é uma oportunidade ímpar de levar os ensinamentos da Bíblia e da Igreja a tantas pessoas, não somente católicas, mas também que professam outros credos”, afirma.
Com mais de 500 textos publicados, o advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca, Setímio Salerno Miguel, traz em seu espaço desde 2009 temas como política, direito, esporte, meio ambiente, pessoas e música. “Os temas que sempre despertam maior interesse e repercussão são os de política local, especialmente em época de eleição”, disse Setímio.
Para o presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Missão, Pastor Isaac Ribeiro, “é um privilégio escrever para o Comércio, em função da sua representatividade, alcance, e acima de tudo, por nos permitir escrever mensagens que edifiquem seus leitores, através da Palavra de Deus (Bíblia)”, disse Isaac, que está no jornal desde 2014.
Há 21 anos com a coluna no Comércio, o advogado e professor universitário Toninho Menezes disse que a importância de escrever em um jornal centenário é o de saber que pode estar contribuindo para a discussão de problemas relativos à vida em sociedade. “Além de tentar trazer com palavras simples e compreensíveis a todos cidadãos, quais são os principais problemas e algumas ideias para suas soluções”, disse Toninho.
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