Fundado em junho de 1915 por José Mello em uma pequena redação e gráfica localizadas junto à Casa Mello, O Commercio da Franca nasceu como um instrumento do povo. Ao longo de 104 anos teve na sua direção profissionais que foram determinantes para marcar o jornal como um dos mais importantes de Franca e região. O Comércio da Franca, hoje bissemanal, nasceu como semanário, passou para bissemanal e depois se tornou diário. São mais de 23,4 mil edições publicadas e milhares de histórias contadas.
Em 1920, exatamente cinco anos após sua fundação, o jornal trocou de nome e direção pela primeira vez. Assume o comerciante, jornalista e músico Vicente Paiva, que é responsável pela direção até 1922, quando troca de direção pela segunda vez. Diretor que mais ficou à frente do jornal - foram 33 anos - Ricardo Pucci compra e assume a direção juntamente com o sócio Alberto Rodrigues Alves. O sócio, porém, ficaria apenas por 1 ano e nove meses na direção do jornal quando decide se dedicar a outros ramos de atividade. Pucci, em contrapartida, fica e é o responsável por implementar grandes mudanças no jornal, incluindo a primeira grande reforma editorial, quando tira o “O” e um “m” do nome O Commercio da Franca. Também é na gestão dele que são publicadas as primeiras páginas coloridas.
Em 1955, Pucci encerra suas atividades no jornal vendendo o Comércio da Franca ao trio de sócios Alfredo Henrique Costa, Jorge Cheade e Márcio Bagueira Leal. Com Costa, que foi proprietário por 18 anos do Comércio, o jornal passa a circular diariamente e sofre mudanças também nos rumos editoriais. Os outros dois sócios, ambos diretores e muito atuantes na transformação do jornal que contou com novos equipamentos, visual gráfico renovado e linha editorial atuante, seguem no Comércio até 1970.
Mais uma vez o jornal é vendido e novos diretores assumem em 1973: Corrêa Neves e Delcides Essado. O jornalista Corrêa Neves dirigiu o Comércio por 32 anos, entre março daquele ano e agosto de 2005. Em sua gestão fez apostas arriscadas, investiu em profissionalização. Apenas um ano após comprar o jornal, inaugura a sede própria na Rua Ouvidor Freire, onde permaneceria até ser transferida para a atual sede, na avenida Eliza Verzola Gosuen, no Jardim Ângela Rosa, inaugurada em 2007. Essado, porém, permaneceu pouco tempo na sociedade vendendo sua parte para Corrêa Neves em dezembro de 1974.
Seguindo a trajetória do pai, Corrêa Neves Jr. assume a direção após a morte de Corrêa Neves, em agosto de 2005. É o responsável por uma nova era com os primeiros passos para a redação integrada. A rádio Difusora - aquisição feita nos últimos meses de vida de Corrêa Neves - passa a ter uma linguagem que conversa com o jornalismo praticado pelo Comércio. É criado nesta época também o GCN Comunicação, um novo formato de produzir conteúdo de forma unificada para diversos formatos. Em 2010 mais um passo importante: o lançamento do portal de notícias GCN, hoje um dos maiores do interior de São Paulo.
Junto com Corrêa Neves Jr, ao longo de todos estes anos, sua mãe, Sonia Machiavelli Corrêa Neves cuida de perto das empresas da família. É presidente do Conselho Consultivo do GCN e editora dos cadernos Clubinho, Artes e Nossa Letras, além de manter uma coluna de culinária.
No final de 2016, após ser eleitor vereador, Corrêa Neves Jr. passa a direção de redação do jornal para Joelma Ospedal, até então editora-chefe do Comércio da Franca e com mais de 20 anos de trabalho no grupo. Em dezembro de 2018, o jornal passa a ser publicado apenas aos finais de semana.
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