O início desta sexta-feira, dia 12 de julho, foi marcado por dois trágicos acidentes que tiraram a vida de uma mulher e de um homem. Zoraide Imaculada da Silva, de 48 anos, foi atropelada por um ônibus da Empresa São José quando se desiquilibrou e caiu da garupa da moto que seu filho, de 23 anos, pilotava. O acidente foi no cruzamento da avenida Brasil com a rua Amazonas, às 7h40, em frente à padaria Skala, perto da caixa d’água.
Pelas imagens de câmeras de segurança instaladas na região, é possível perceber que o motociclista se apavora ao perceber a aproximação do ônibus e acelera a moto. A motocicleta empina a roda da frente levando filho e mãe ao solo. O ônibus se aproxima e o motorista não consegue parar e passa com as rodas por cima do corpo da mulher. O rapaz tenta socorrer a mãe, mas não foi possível. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima não resistiu e morreu a caminho da Santa Casa de Franca. A Polícia Militar compareceu no local. O acidente será investigado pela Polícia Civil.
Sepultamento
O velório de Zoraide começou na noite de ontem, às 19h30, no Velório Municipal de Patrocínio Paulista. O enterro está previsto para a tarde deste sábado, às 15h, também no cemitério de Patrocínio Paulista, cidade em que ela residia.
Cândido Portinari
Poucas horas antes do acidente que matou Zoraide, um acidente foi registrado no quilômetro 398 da rodovia Cândido Portinari, sentido Franca-Cristais Paulista.
Era por volta de 1h40 da madrugada quando, segundo a Polícia Rodoviária, o motorista de um caminhão com placas de Passos-MG, que seguia sentido Franca, atropelou um homem que transitava pela pista.
O homem foi jogado ao solo e socorrido por uma equipe do Samu. Ele não resistiu e acabou morrendo por volta das 3 horas, na Santa Casa. A vítima não tinha sido identificada até o fechamento desta edição. Ainda de acordo com a Polícia Rodoviária, o homem trajava calça jeans desbotada, blusa preta, tinha estatura alta, de cor branca, cabelos grisalhos, aparentando ter 45 anos
A Portinari tem sido, historicamente, palco de inúmeros acidentes. Veja no texto abaixo o que dizem comerciantes da redondeza e a Arteris, concessionária resonsável pela rodovia.
Portinari é cenário de muitos atropelamentos
Em pouco mais de 1 mês, a Cândido Portinari foi cenário de três graves acidentes fatais, e ambos pelo mesmo motivo: atropelamento. Nos dois casos, as pessoas estariam pulando a mureta que divide as duas pistas quando foram atropeladas. O trânsito de pedestres na pista é comum e muito presenciado pelos comerciantes que trabalham às margens da Portinari.
José Donizete Pereira Júnior, frentista do Posto Paineirão, próximo de onde ocorreu um dos acidentes, disse que há 3 anos trabalhando no local sempre vê pessoas atravessando a pista em vez de passar pela passarela. “Vejo acontecendo mais no período noturno, quando os andarilhos ou usuários de drogas vêm pedir no posto”, disse. O proprietário de uma oficina de lonas às margens da Rodovia, Caique Ferreira Rocha, disse que utiliza a passarela para buscar pão do outro lado do bairro, mas vê muitas pessoas pulando a mureta.
Passarela
Ao percorrer a Portinari, que é administrada pela Arteris Autovias, foi possível observar que boa parte do trecho no perímetro urbano está adequado, ou seja, além da existência de muretas, há grades de proteção. Com exceção das grades de proteção instaladas nas muretas embaixo da passarela Issao Minomihara, que estão danificadas.
A concessionária afirma que em todas as ocorrências houve falha humana e reforça sua preocupação com a segurança.
Em nota, a Arteris afirmou que, desde 2008, são feitas campanhas com o objetivo de orientar usuários e a comunidade em geral quanto a medidas e ações de segurança, entre elas, Viva Ciclista, Viva Pedestre, Passarela Viva, Viva Comunidade e Viva Motociclista.
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