Patrimônio histórico e um dos símbolos mais importantes de Franca, o Relógio do Sol, em breve, deve ser restaurado. O aviso de licitação para a contratação da empresa que fará o restauro foi publicado nesta semana no Diário Oficial do município.
As empresas interessadas em participar da licitação têm até as 14h, do dia 19 de julho, para apresentarem suas propostas de preços. Mesma data em que será escolhida a empresa que fará o restauro.
A empresa assinando o contrato, tem que entregar a obra em 90 dias, conforme o edital. Segundo o secretário de Esportes, Arte, Cultura e Lazer, Elson Bonifácio, a estimativa de valor do reparo é de R$243 mil e o plano é entregar o Relógio do Sol no dia 28 de novembro, aniversário de Franca.
No dia 11 dezembro de 2017, o Relógio do Sol foi danificado após um galho de uma árvore cair sobre ele na Praça Nossa Senhora da Conceição, durante um temporal que atingiu a cidade. A parte superior foi arrancada e quebrada em vários pedaços.
As peças danificadas que são fixas estão na própria praça como a base circular cimentícia. E outra parte foi recolhida e guardada na Casa da Cultura, como o cubo em mármore, a esfera e a base do cubo.
Um ano e meio se passou e o Relógio (construído em 1886 e esculpido em mármore de Carrara) ainda não foi reparado. De acordo com Boni, ‘ relógio é um patrimônio da cidade, não é qualquer relógio, a importância é tamanha que envolve muitos profissionais para a restauração como astrônomos, engenheiros, arquitetos, inclusive questões do meio ambiente‘.
O processo foi feito em duas partes, em duas licitações. Uma - que já foi concluída - para a contratação da empresa para a elaboração do projeto e a outra, que será concluída, para a contratação do restaurador.
Minucioso
A ganhadora da licitação do projeto foi a Croma Arquitetura, Conservação e Restauro, de São Paulo, e o valor investido é de R$ 56,3 mil.
Por ser patrimônio tombado do município e do Estado, teve de passar pela aprovação dos Condephaats estadual e municipal.
Desenvolvido em quatro meses, o projeto contempla a determinação da correta orientação da base do relógio, mapeamento de danos e cálculos científicos para reposicionamento das hastes do relógio, conceituação projetual de restauro, aferição e definição da correta posição astronômica, projeto de arquitetura das adequações necessárias no seu entorno direto, incluindo paisagismo e luminotécnica.
Segundo a arquiteta da Croma, responsável pelo projeto, Laura Rita Facioli, o estudo de cada elemento é minucioso para se fazer a proposta de intervenção. “Estou há 30 anos na área e posso lhe dizer que este é um projeto único, um relógio único”, disse.
Árvores que ficam no entorno terão que ser removidas
De acordo com o astrônomo da Croma, as árvores no entorno do Relógio do Sol devem ser removida porque fazem sombra nas faces do relógio, impossibilitando a projeção da sombra da haste sobre o dial do relógio em algumas horas do dia e como medida de segurança, para prevenir possíveis quedas sobre o relógio.
A adoção dessa medida ainda é incerta por parte da Prefeitura. Terá de ser feita uma reunião entre as secretarias de Meio Ambiente e Cultura, com o Grupo Verdejar, para um estudo do que fazer com a vegetação do local.
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