POLÍTICA

'Fui injustiçado', diz vereador expulso do PSDB por defender Gilson de Souza


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 Tony Hill na Câmara Municipal
Tony Hill na Câmara Municipal

O radialista Tony Hill amanheceu, nesta terça-feira, tão tucano como sempre desde que foi eleito vereador, há pouco mais de dois anos. Mas no final do dia, estava sem ninho. Foi expulso, de forma expressa e sumária, numa reunião convocada às pressas pela Executiva municipal do partido, comandada pelo até então correligionario e colega de bancada, Adérmis Marini. O erro de Tony Hill, segundo a Executiva tucana, foi defender Gilson de Souza e aceitar assumir a liderança do governo na Câmara Municipal.

O líder do prefeito é quem encaminha as discussões dos projetos de interesse do Executivo e defende as posições da prefeitura na Câmara Municipal. Até três semanas atrás, quem ocupava o cargo era Pastor Otávio (PTB), que pediu para se afastar após dois anos na função. Na tarde de segunda-feira, Tony Hill aceitou o convite de GIlson para assumir o lugar de Pastor Otávio. O anúncio foi feito durante a manhã desta terça, no plenário da Câmara Municipal.

A reação do presidente do PSDB, Adérmis Marini, foi imediata. Opositor ferrenho da administração municipal, Adérmis articulou a convocação de uma reunião extraordinária para o final da tarde. "Fui avisado às 14h que teria reunião às 17h", disse Tony. A pauta do encontro era única: discutir o "problema Tony".

O alinhamento de Tony Hill e do presidente da Câmara, o também tucano Donizete da Farmácia, com o governo GIlson de Souza, não é recente. Ambos participam regularmente das reuniões da base e costumam votar com o governo. Mas a decisão de Tony Hill de assumir a liderança de GIlson foi demais para Adérmis Marini, que poderia ver enfraquecido seu discurso oposicionista. A reação foi implacável.

Durante a reunião, que durou 40 minutos, apenas uma opção foi dada a Tony Hill: renunciar à liderança do governo na Câmara. "Disse que não faria isso", disse Tony.

Do lado de Tony Hill, apenas o presidente da Câmara, Donizete da Farmácia, que se opôs à expulsão. Não adiantou. Por 5 votos a 2, Tony Hill acabou "desligado" do PSDB antes que o relógio marcasse seis da tarde.

"Me sinto injustiçado", lamentou Tony Hill em entrevista ao Portal GCN. "Não fiz nada errado, não prejudiquei o partido. Tomei uma decisão e não fui respeitado", disse o agora ex-tucano. Por enquanto, Tony segue sem partido. "Ainda não sei se vou recorrer da decisão. Vou pensar no que fazer", disse, irritado. A única certeza de Tony é que ele não deixa a liderança do governo. "Dei minha palavra ao GIlson. Não volto atrás", garantiu.
 

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