ECONOMIA

Serviços em Franca têm pior saldo em empregos para maio em 12 anos


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O comércio francano fechou 92 vagas durante o mês de maio: resultado registrado foi o pior dos últimos quatro anos
O comércio francano fechou 92 vagas durante o mês de maio: resultado registrado foi o pior dos últimos quatro anos

O mês de maio foi o pior dos últimos 12 anos na geração de empregos formais no setor de serviços em Franca. Com 75 vagas fechadas na cidade, o resultado no setor só foi pior em 2007, quando o saldo negativo foi de 215 postos. Os dados foram divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia na última quinta-feira, 27, e mostram ainda uma desaceleração no comércio local com 92 vagas fechadas. A indústria (- 179) e a construção civil (- 32) também são destaques negativos na cidade que teve como ponto positivo a agropecuária, com 413 novas vagas, e a administração pública, com 52.

O resultado da construção civil em Franca é o pior dos últimos três anos. No caso do comércio, o saldo negativo só não é pior que em 2014, quando foram encerradas 111 vagas. Apesar do saldo ainda negativo na indústria, a perda de vagas foi menor que a registrada no mês de maio do ano passado, quando foram fechados 371 postos de trabalho.

Apesar de negativo, o saldo de 5.097 empregos acumulado entre janeiro e maio deste ano na cidade ainda é um dos maiores do Estado de São Paulo. A soma, porém, é 14,7% menor que a acumulada em 2018 - 5.976 empregos - e 18% menor que em 2017, quando foram abertas 6.247 vagas.  

 

Para economista, segundo semestre será melhor

Para o economista do Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Adnan Jebailey, a queda geral no número de novos postos de trabalho é reflexo do cenário negativo vivido, este ano, pelo comércio e os serviços - setores que vinham puxando o número de empregos na cidade nos últimos anos. 
 
“Isso aconteceu porque havia uma expectativa muito grande em relação ao cenário político para este ano, fato que não se concretizou devido à morosidade na aprovação das reformas, mais especificamente a da Previdência, e as constantes polêmicas que envolveram o governo. Todos esses fatores levaram a uma queda da confiança do consumidor e, consequentemente, a queda no consumo afetando diretamente os setores de comércio e serviços”, disse o economista.
 
As expectativas para o segundo semestre deste ano, de acordo com Adnan, são melhores já na iminência da aprovação da Reforma da Previdência e possível liberação de pacotes econômicos que devem fomentar o consumo. “Também existem alguns pacotes econômicos engatilhados para tentar reaquecer a economia como, por exemplo, a possível liberação do FGTS ativo e inativo. Desta maneira, espera-se que, no próximo semestre, a economia, enfim, volte aos trilhos e o saldo de empregos volte a crescer na cidade de Franca”, finalizou.
 

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