Embolada do amor


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Era um rapaz diferente,
esses de olhar indecente
que embolou o meu penar.
 
Era um rapaz engraçado,
de prosa e andar acanhado,
que ousou me conhecer até no pensar.
 
Tinha um defeito
no peito
desses que o sujeito
nem consegue se lembrar.
 
Num gesto sorrateiro,
dizia-me que era festeiro,
e me convidou para bailar.
Foi um entra e sai do armário,
Que até o assoalho
Embalou o rebolar.

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