O período do inverno é comumente associado à indisposição de sair de casa e a problemas respiratórios como gripes e resfriados, também é um período que preocupa de maneira especial profissionais da área da saúde, uma vez que há um decréscimo nos estoques de bancos de leite e de sangue. Com a proximidade das férias de julho, a preocupação só aumenta, porque a colaboração de doares cai ainda mais.
Por isso, a Santa Casa de Misericórdia e o Hemocentro de Franca fazem um apelo para que os doadores ajudem a manter as unidades abastecidas durante esse período crítico.
A agente de captação de doadores do Hemocentro Aline Virgínia Almeida disse que tinham em estoque cerca de 400 bolsas de sangue, sendo que o ideal seria de, no mínimo, 1.200 bolsas. “No período do inverno, temos uma queda de 30%”, disse.
A campanha “Junho Vermelho” é um movimento nacional, realizado justamente nesse período mais crítico, e que busca promover a conscientização sobre a importância da doação de sangue. A campanha iluminará com a cor vermelha, durante todo o mês, instituições públicas e privadas, prédios históricos e monumentos em diferentes localidades do país. Lançada no estado de São Paulo, a campanha Junho Vermelho ganhou status de lei estadual em 15 de março de 2017 (nº 16.386) e passou a ser promovida em todo o país.
Para ser doador de sangue é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 18 a 69 anos (a partir dos 16 anos a doação pode ser feita com o acompanhamento dos pais) os homens devem ter no mínimo 50 quilos e as mulheres 51 quilos. Os doadores não podem ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.
Fazer o bem
A encarregada de produção Maria de Lourdes Lima Silva, de 45 anos, é doadora há 25 anos. “É preciso encarar a doação de sangue como um bem para toda a população e expandi-la ao máximo”, afirmou.
A barista Maira Alessandra de Sousa, de 41 anos, é doadora de sangue há 7 anos e é cadastrada na doação de medula óssea também. “A doação é fazer o bem ao próximo, tirar um pouco do sofrimento de quem precisa”, disse ela.
A cabeleireira ¶ngela Gomes, 56 anos, doou pela primeira vez há três anos e não parou mais. “Um parente meu precisou de sangue e fiz a doação. Na época, pedi para vários amigos ajudarem e muitos compareceram. Desde então, faço doações frequentemente, pois sei que sempre tem alguém precisando”.
As doações de todos os tipos sanguíneos são bem-vindas e 1 bolsa de sangue pode salvar até 4 vidas.
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