É na Bolívia que vive o maior número de lhamas do planeta. No ano passado, foram contabilizados mais de dois milhões deles, no país vizinho do Brasil. Estes animais conseguem sobreviver em locais onde não são sobrevivem outros, por causa da altitude e da temperatura. Os homens os empregam para transporte de mercadorias, pois são muito resistentes.
O uso da pele retirada desses animais é muito antiga. Acredita-se que se iniciou há 2.500 anos.Com ela se fazem agasalhos. Em países mais pobres da região dos Andes, a maior cadeia de montanhas geladas do continente americano, o lhama se tornou uma fonte de sobrevivência. Além de oferecer sua pele como proteção, serve para transportar mercadorias, pois aguentam muito peso e suas patas são boas para subirem penhascos gelados. Estima-se que a criação de lhamas beneficia 50 mil famílias de produtores em locais de poucos recursos. No entanto, ainda não representa uma forma direta de reduzir a pobreza dos habitantes de lugares remotos e de terra difícil para a agricultura.
O lhama tem pelagem longa e lanosa. Sua coloração varia bastante indo desde o branco e chegando a tons mais escuros de marrom. Ele se alimenta de capim e mato. Mede de 1,40 m a 2,40 m, contando com a cauda de 25 cm. Alguns chegam a pesar 150 quilos. Este bicho é conhecido pelo seu andar calmo e lento. Entretanto, poucos sabem que ele se irrita sem motivo aparente. Pode ser um ruído, a queda de um galho, uma rajada de vento- qualquer coisa assim. Por isso foi considerado o oitavo animal mais irritável do mundo, segundo o canal Animal Planet. E quando irritado, ou para chamar a atenção, espirra seu muco (catarro) na direção daquilo que não o agrada.
A gestação da fêmea dura 11 meses. O filhote nasce normalmente com dez quilos. Machos e fêmeas cuidam de suas crias. Eles chegam a viver até 24 anos.
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