Festa junina pra valer tem de ter fogueira para aquecer o ambiente. Também simpatias, para despertar curiosidade. Música de sanfona, para alegrar a noite toda. Danças como a quadrilha, para agitar a moçada. E comida variada e típica, que é sempre deliciosa e pode ser doce ou salgada, aproveitando os produtos da terra e da estação. Mas por que é assim? Há uma explicação. Vejamos abaixo.
Quadrilha
A quadrilha (quadrille, que se pronuncia quadrie) nasceu na França, nos bailes de salão do século 17. Em pares, os dançarinos faziam uma sequência bem marcada de movimentos. Da França a quadrille foi para Portugal, virou quadrilha e chegou ao Brasil no século 19, trazida pelos nobres portugueses. Aos poucos foi adaptada até chegar nas festas juninas. Atualmente, muitas escolas ensaiam essa dança com seus alunos.
Fogueira
A fogueira já estava presente nas celebrações de colheita feitas no hemisfério norte, antigamente. Quando os padres jesuítas chegaram ao Brasil, viram surpresos que os índios faziam a mesma coisa: fogueira para festejar boas colheitas- de milho, mandioca, amendoim. Então os religiosos traduziram para eles uma explicação cristã: Santa Isabel (mãe de São João Batista) disse à Virgem Maria (mãe de Jesus) que quando São João nascesse acenderia uma fogueira para avisá-la. Maria viu as chamas de longe e foi visitar a criança recém-nascida.
Música
Sem música não tem festa. As canções juninas variam de uma região para outra. No Nordeste, as composições do sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga são as mais famosas. Já no Sudeste, artistas como João de Barro e Adalberto Ribeiro (“Capelinha de Melão”) e Lamartine Babo (“Isto é lá com Santo Antônio”) fazem sucesso em volta da fogueira. E isso há muito tempo. Elas não saem da moda.
Simpatias
Os três santos homenageados em junho – Antônio, João Batista e Pedro – inspiram não só novenas ( rezas que se fazem durante nove dias ou nove semanas), como também várias simpatias. Uma delas diz respeito a Santo Antônio, padroeiro dos namorados. Reza a lenda que ele pode ajudar as moças que desejam se casar. Para que tal aconteça, a interessada deve colocar uma imagem do santo de cabeça para baixo num canto da sua casa, até encontrar seu par... Enquanto ela não encontra, o santo dica de castigo...
Comidas
As comidas típicas das festas são quase todas à base de grãos e raízes que nossos índios cultivavam. O milho e seus subprodutos (fubá, farinha) têm papel importante entre os ingredientes. A mandioca (e seus subprodutos como farinha e tapioca) também. Da mesma forma o amendoim e a batata-doce. A colonização portuguesa acrescentou novos ingredientes e hoje o cardápio ideal tem milho verde, bolo de fubá, pé-de-moleque, pamonha, quentão, pipoca e outras delícias.
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