Essa fera selvagem
Me bate
Me deixa zonza
Quanto embate!
Onde está?
Se partiu não foi
Deixou rastros
Sinto segundos
de estranhamento
Meu faro pressente
Intuo
Olho por cima do muro:
Um rugido de
Dentes
Uma mordida e vapt
Simples assim:
Evaporar-se
Se sumi não fui
Onde será que posso estar?
Tomando uma xícara de chá
Numa sala
Quem sabe
De estar
Ela me encontra
Caminho conhecido
Dos inimigos
Lutamos no chão
Braço direito
Com braço esquerdo
Deliberadamente
Caio
Na real
Ao perceber
Meu corpo em movimento
Morre ela
Morre eu
Essa é a Roda viva
Nosso Moinho de vento
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