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Na maior epidemia da história, Franca registra 1ª morte por dengue


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José Conrado Netto, secretário da Saúde: “É importante a população seguir eliminando focos do mosquito”
José Conrado Netto, secretário da Saúde: “É importante a população seguir eliminando focos do mosquito”

Enfrentando a pior epidemia da sua história - são mais de 7 mil casos suspeitos, sendo 771 positivos e apenas 150 negativos até o momento - Franca confirmou nesta semana a primeira morte em decorrência da dengue na cidade. A vítima, um senhor de 70 anos, morreu no dia 2 de abril depois de apresentar os sintomas da doença e ficar internado por dois dias em um hospital particular da cidade. Ele, que era morador da zona Oeste, não teve sua identidade divulgada.

A contaminação da vítima, que possuía outras doenças, ocorreu no próprio município. A confirmação foi feita após uma minuciosa investigação documental realizada pela Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a análise a vítima foi afligida por dengue hemorrágica provocada pelo vírus do subtipo 2. O aposentado apresentou os primeiros sintomas no dia 31 de março, foi internado no dia 1º e já no dia seguinte morreu.

“O paciente apresentou sintomas como febre e dor muscular. Ele tinha outras doenças que agravaram o quadro e ele acabou vindo a óbito um dia depois de ser internado, apenas dois dias depois de apresentar os primeiros sintomas”, disse o secretário de Saúde, José Conrado Netto.

Segundo a Secretaria de Saúde, a situação é alarmante especialmente por que, mesmo com o tempo mais seco e o frio, os casos suspeitos de dengue continuam sendo registrados. São, em média, 15 novos suspeitos todos os dias. No ano, a média chega a 44 novos casos por dia.

“Hoje são confirmados os casos de pacientes que apresentaram mais de três sintomas, além de residirem em regiões com muitos casos. Com a experiência que tenho ao longo dos anos combatendo a dengue, acredito que 90% dos casos que aguardam confirmação são positivos”, disse José Conrado Netto. “Neste momento, o mais importante é a população não descuidar em nenhum momento e seguir eliminando possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti para que em agosto ou setembro, quando o período de chuvas volta, os casos não voltem novamente”, completou.

As ações da Vigilância Ambiental seguem intensas e por toda a cidade, inclusive aos finais de semana. Agentes percorrem bairros, orientando moradores sobre a importância de manter a casa e o quintal livres de objetos que possam servir de criadouros do mosquito.

Atualmente, Franca registra 7.019 suspeitas, 771 positivos (sendo 73 importados) e 150 negativos. Além disso, 5.665 notificações aguardam fechamento de análise.

Região
Enquanto diversas cidades do Estado de São Paulo enfrentam epidemias da doença 19 mortes já foram confirmadas na região de Franca em 2019. Em Ribeirão Preto, Barretos e São Joaquim da Barra foram 4 mortes em cada uma das cidades; 3 em Ituverava; 2 em Jaborandi e 1 em Serrana e 1 em Ipuã. 

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