Está morno


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Há dezesseis meses das eleições municipais, o cenário político em nossa cidade em relação à sucessão de Gilson de Souza, apresenta-se bastante indefinido, morno mesmo.

A empresária Flávia Lancha dá claros sinais de pretender disputar a vaga de Prefeito, tendo inclusive saído do PMDB, um partido realmente carcomido por denúncias de corrupção em âmbito nacional, filiando-se ao NOVO, um partido que como a sua própria denominação sugere, almeja novos ares na política brasileira. O atual Prefeito, pelo que se sabe, ainda não confirmou se disputará ou não a reeleição. Como é homem de partido, se essa for a deliberação de sua agremiação partidária, fatalmente acabará disputando, sobretudo porque em política uma realidade não dura vinte e quatro horas.

A Delegada Graciela e Roberto Engler, dão mostras de estarem mais afinados com o Legislativo do que com o Executivo. Com relação a Engler, sabe-se que a sua família tem feito gestões para que ele não participe de novas eleições, exatamente para ter mais tempo para cuidar dos seus próprios negócios.

Entre os atuais vereadores, Adérmis Marini parece ser aquele que possui o maior ativo político, fruto da ótima votação recebida para Deputado Federal nas últimas eleições. Já o ex-Prefeito Alexandre Ferreira não se pronunciou ainda se será ou não candidato. Sidnei Franco da Rocha se declarou aposentado da política. O Ex-Deputado Federal, Dr. Ubiali, neste momento, não faz qualquer movimento que indique a intenção de participar.

No âmbito empresarial, comenta-se a possibilidade da candidatura do ex-presidente da ACIF, Dorival Mourão Filho, que ali, realmente, fez uma excelente administração. No entanto, dele mesmo confesso não ter ouvido e nem lido qualquer referência em tal sentido.

Evidente que teremos, como de costume, os candidatos de última hora e os dos partidos menores, muitos com a clara intenção de marcar o nome para as futuras eleições legislativas.

Com esse quadro de indefinição, o noticiário político em nossa cidade fica pobre e crivado apenas de especulações, até porque, como bem afirma a sabedoria popular “em tempo de eleição, boato em profusão”.

Setímio Salerno MiguelAdvogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

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