As ruas


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Mais um dia de trabalho. Mais um dia cansativo. Mais um dia no escritório. Era nisso que Joyce pensava quando saiu do serviço. Tinha estudado muito para estar ali, mas não era o que ela imaginava.

A mulher andava pelas ruas escuras, mal iluminadas pelos postes de luz. Já imaginava o que faria ao chegar em casa: jantar as sobras da pizza do dia anterior, ligar para a mãe para dizer que estava bem, adormecer no sofá enquanto via algum programa de tevê.

Joyce foi tirada de seus desvaneios com um som vindo do beco ao lado. Apressou o passo, sua casa já estava visível. Uma brisa fria soprava em sua nuca.

O nervosismo já estava presente em seu rosto, suas mãos suavam frio, “só mais alguns passos “ pensava ela.

_Uma garota como você não devia andar sozinha tão tarde da noite, não acha? _ Disse uma voz fria com uma pontada de ironia.

Os passos pararam, a única coisa que se escutava no momento eram as batidas do coração de Joyce. Era tarde demais para fugir. As ruas são muito escuras à noite, eu diria que mal iluminadas. Bom, melhor assim, ninguém veria a cena que aconteceria em seguida. Pensando bem, ninguém se importaria.

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