Um dos depoimentos mais aguardados na Câmara de Franca ocorreu na sessão do dia 28, com a presença do Secretário de Educação do Município, Edgar Ajax. O Poder Legislativo da cidade pediu, através de requerimento, explicações ao secretário sobre reclamações contra a pasta, considerada a maior da Prefeitura, com mais 2 mil servidores. Os parlamentares, principalmente aqueles que formam o grupo de oposicão ao prefeito Gilson de Souza (DEM) - Adérmis Marini (PSDB), Marco Garcia (Cidadania), Della Mora (Podemos) e Kaká (PSDB) - questionaram Ajax sobre a falta de professores, funcionários e material escolar e higiênico em escolas e creches.
Adérmis Marini começou perguntando sobre a real falta de professores, dizendo que a prefeitura não está concedendo abonadas e lembrando que a Câmara aprovou contratação de professores substitutos ano passado. Sentado à mesa, ao lado do presidente da casa, Ajax respondeu: “É uma leitura equivocada. Temos 760 salas de aulas aproximadamente e mais de 1000 professores na rede em atividade, mais de 250 professores que para possíveis substituições. Com qual justificativa conseguimos embasar a necessidade de chamar alguém para um concurso para esse cargo. Temos todo prazer de conceder as abonadas e LS (Licença Saúde) e demais que estão previstas nas legislação, mas isso não precisa ser feito de uma forma irresponsável. É preciso que haja gestão. Tivemos pedido de 150 a 200 faltas em uma vésperas de feriado. É possível que um gestor em sã consciência, disposto a garantir a aula aos alunos da rede municipal, autorize?. Não é possível”, disse Ajax.
O vereador insistiu e disse que visitou, com os outros três parlamentares, algumas escolas e recebeu reclamações de falta de professores. “Em uma dessas escolas visitadas, temos o maior Indeb da cidade. Qual é objetivo da Secretaria da Educação? Não é ofertar boa qualidade de ensino?”, devolveu Ajax. Marini contra-atacou dizendo que o Dirigente Regional de Ensino, Marcos Antonio Pereira, disse que as escolas deveriam ser adequadas e não fechadas. Então, Ajax revelou que o fechamento de quatro escolas em Franca foi decidido em comum acordo com a Secretaria Estadual de Ensino. “Sobre as escolas que foram fechadas, a decisão foi em conjunto com a Secretária. Tenho documentação clara por ofício do Estado e assinada pelo Diretor Marcos. Ele também e não se posicionou. São escolas pequenas com extensões de escolas maiores. Fizemos com o objetivo de proteger os alunos que lá estavam, em risco iminente, pois os prédios estão precários há muitos anos; resultado de administrações anteriores que não se preocuparam com as reformas. As gestões anteriores estavam preocupadas em inaugurar novas escolas e não reformar aquelas que já existiam. E nós não podíamos, em hipótese alguma, deixar os alunos em condições de risco. O movimento que fazemos é em proteção ao aluno”, disse ele.
Em outro ponto, Ajax reafirmou a interferência do Estado para que as escolas fossem desativadas. “Muito dessas extensões, mesmo que elas estivessem com os prédios em condições, elas não poderiam mais funcionar em função das determinações legais da Secretaria do Estado da Educação. Existem algumas resoluções que impedem que os primeiros anos de nossas escolas funcionem em prédios como esses. Porque de acordo com as novas normas, prédios pequenos são incapazes de ofertar a condição necessária ao aluno”.
Depois de Dalla Motta, Kaká e Marco Garcia abrangerem problemas como falta de material, caixa d’água enferrujadas, bebedouros danificados e mato alto nas escolas, Ajax finalizou seu depoimento dizendo: “Em que pese a desativação dessas escolas, não há demanda reprimida na rede. Nenhum aluno fica sem estudar. Todos estão matriculados. Não existe prejuízo e, sim, proteção e movimento de correção ao que não foi feito pelas administrações anteriores.
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