Caridade sem interesse


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Irmã Dulce é canonizada como a primeira santa nascida no Brasil, chegando ao mundo na Bahia, onde dedicou sua vida ao acolhimento e ajuda a uma infinidade de pessoas. Sua história de vida é maravilhosa, a exemplo da Santa Madre Tereza de Calcutta. Morreu em 1992, depois de receber a extrema unção do então Papa, João Paulo II, que estando no Brasil pela segunda vez, fez questão de ir visita-la. Já diz um ditado que ninguém é obrigado a ser santo, mas todos são obrigados a ser bons. Isso nos ensina que existem muitas maneiras de ajudar a quem precisa, cada um dentro de suas possibilidades, sentindo prazer em ajudar, como Irmã Dulce sempre demonstrava, afirmando que não esperava nenhum agradecimento, a não ser a satisfação de ver seus “filhinhos” alegres e fortalecidos. Assim como ela, outros corações generosos servem de exemplo. Há poucos dias, vi um depoimento de uma jovem médica brasileira, que depois de se especializar em cardiologia, decidiu seguir para Moçambique para cuidar de uma população paupérrima. Ela ofereceu a eles, além do seu trabalho como médica, o pouco que havia levado. No final de sua missão, o que mais a emocionou foi ter recebido de presente uma galinha que uma das crianças estava guardando especialmente para a doutora. E ainda: tem o caso de um senhor aqui de Franca, cujo trabalho é na rua, percebendo a necessidade de um jovem que se aproximava dele todos os dias, levou-o para sua casa, fez tomar banho, deu roupa, comida e um lugar para dormir. Cuidou dos documentos que o rapaz não possuía e já o encaminhou para um trabalho. Agora está feliz. E para concluir, tem aquele trecho de O Pequeno Príncipe, de Saint Exupery, que diz: “Tu pouco dás quando dá de suas posses. É quando derdes de vós, que realmente dás”!

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