Há pouco mais de um mês uma família de Igarapava procurou a Santa Casa de Misericórdia de Ituverava para um atendimento médico, pois o filho de dois anos apresentava febre de 39 graus e o seu pediatra atendia no local.
Durante o atendimento, o pediatra diagnosticou que o menino estava com pneumonia e seria necessária a internação de quatro dias. No entanto, no dia a Santa Casa não tinha quarto disponível na ala da pediatria, então encaminharam a família para um quarto particular.
A mãe e empresária Jéssica Fernanda Soares conta que, ao chegar ao quarto com seu marido e o filho, notou que as condições de higiene estavam precárias. Haviam baratas mortas, fezes de barata e fezes de rato por todo o local, além de terem encontrado um rato vivo no interior de um frigobar.
Indignados, a família pegou o celular de uma senhora emprestado e gravou um vídeo mostrando as condições do quarto da Santa Casa.
Após fazer a reclamação do quarto para uma enfermeira, que nada justificou, a família foi transferida para outro quarto, bem próximo do anterior, onde estava limpo e o menino seguiu internado até receber alta para fazer o tratamento em casa.
De acordo com Fernanda, durante os dias em que o seu filho seguiu internado, não dedetizaram nem tampouco limparam o quarto e ainda internaram uma grávida e uma senhora.
A família disse que registrou o caso na ouvidoria e estuda a possibilidade de entrar na justiça contra a Santa Casa.
A Secretaria de Saúde de Ituverava afirmou que foi feita uma inspeção nesta terça-feira, 21, da Vigilância Sanitária na Santa Casa e que aguardam a chegada do relatório de inspeção. Além disso, afirmou que essas inspeções são realizadas regularmente e a ocorrida foi extraordinária, devido à denúncia recebida.
Segundo a Secretaria nunca houve relatos ou registros de casos como este na Santa Casa e complementou que o hospital é referência regional.
A redação do GCN entrou em contato com a Santa Casa de Ituverava que não quis se pronunciar sobre o caso. Segundo uma secretária da Santa Casa será aberta uma sindicância junto com a administração e a equipe de saúde para apurar se o fato ocorreu ou não.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.