O terremoto ocorrido em Delfinópolis na tarde da segunda-feira, 20, foi tão intenso que foi sentido a até 200 quilômetros do epicentro, chegando a Ribeirão Preto e Uberlândia. Segundo o Centro de Sismologia da USP, a região entre os dois estados é onde mais acontece esse tipo de sismo.Segundo o professor Marcelo Assumpção, o tremor com magnitude 3,9, como o de ontem, acontece quando há pressões geológicas que podem causar deslizamentos entre blocos de rochas e isso é comum na divida de São Paulo com Minas.
"Não sabemos exatamente por que esta região limite entre MG e SP costuma ter mais sismos do que outras regiões. Uma hipótese é que nesta região a espessura da placa litosférica (placa tectônica da América do Sul) é mais fina do que no resto do Brasil, o que pode concentrar tensões geológicas nas primeiras dezenas de km da crosta", afirmou.
Ainda segundo o professor, essa região já registrou tremores mais intensos. Em 1922, um terremoto de magnitude 5,1 aconteceu com epicentro em Mogi-Guaçu e foi sentido no sul de Minas, em metade do estado de São Paulo e até na capital do Rio de Janeiro.
Os tremores podem ocorrer em sequências ou de forma isolada. No caso do tremor de Delfinópolis, o professor afirma que "não é possível prever se ocorrerão outros tremores ou se este foi um sismo isolado."
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