O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar realizou oitiva do caso envolvendo o vereador Aurelindo da Silva Lima, o Arroizinho (MDB), nesta segunda-feira, 20, na Câmara Municipal de Franca.
O Conselho é formado pelos vereadores Pastor Otávio Pinheiro (PTB), presidente; Tony Hill (PSDB), vice; e Carlinhos Petrópolis (MDB), terceiro membro.
Arroizinho está sendo acusado por uma moradora do Jardim Martins, Rosângela Valentino, de furar fila e distribuir remédios a conhecidos na UBS (Unidade Básica de Saúde), do bairro Santa Clara, fato ocorrido em 28 de março deste ano.
Foram ouvidas testemunhas de acusação na parte da manhã e as testemunhas de defesa no período da tarde.
Rosângela levou apenas uma testemunha e não acrescentou muita coisa em relação ao que já havia postado em redes sociais. Ela reafirmou que o vereador adentrou a UBS, furou fila e pegou quatro sacolas cheias de remédios e saiu distribuindo.
À tarde, três pessoas foram depor a favor do vereador. “Eu estava na UBS e não tinha fila nenhuma. Havia penas uma senhora lá. Não tinha muitas sacolas nas mãos do vereador como estão falando. Ele segurava apenas uma sacolinha”, disse Nilton César Pereira.
Depois foi a vez da segunda testemunha a favor do vereador de nome Wagner Messias Campanaro. “Eu estava no local marcando uma consulta e presenciei o ocorrido. Não tinha nenhuma fila e o vereador estava com apenas uma sacolinha não mão. Ele não discutiu com ninguém somente ela (Rosângela) foi fazendo o famoso barraco”.
Uma terceira testemunha do vereador, basicamente seguiu a mesma linha. “Não tenha fila, porque são poucas pessoas que vão lá. Eu vi apenas uma sacola na mão do vereador. Fui lá assegurar uma vaga para minha tia e presenciei a moça filmando e falando várias coisas para o vereador”, disse Ana Carolina Soares França.
Arroizinho tinha prazo de 24 horas para formalizar sua defesa, mas abriu mão do prazo e espera a decisão do Conselho, que tem até o dia 29 próximo para concluir o relatório.
“O próximo passo é a elaboração final do relatório final e sua leitura no expediente da sessão subsequente da Câmara Municipal”, explicou Pastor Otávio.
Arroizinho está tranquilo sobre o parecer final reafirmando que é vítima de uma situação. “Não procede essas denúncias. Nunca usei minha condição de vereador como prerrogativa para tirar proveito de alguma situação. Acho que já está comprovado que não havia fila na UBS bem como não houve distribuição de remédios. Aguardo e decisão com muita tranquilidade”, disse o parlamentar após a oitiva nesta segunda-feira.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.