Dois dias após vir à tona a denúncia sobre diversas inconsistências em sua biografia, como por exemplo, a presença de um diploma falso de pós-doutorado em Harvard, a professora e cientista Joana D’Arc Felix de Souza conversou com os apresentadores do programa ‘Hora da Verdade’, da rádio Difusora AM. Leandro Vaz e Corrêa Neves Jr puderam questionar a francana sobre os problemas apontadores pelo jornal “Estadão”, na última terça-feira, 14.
A professora afirmou que apesar das denúncias tem recebido apoio. “Eu estou recebendo o apoio de entidades renomadas. Isso (seu trabalho) não pode ser jogado na lama. Isso é o mais importante. O que fazemos em prol da educação”, disse.
Joana explicou que sua presença em Harvard foi apenas para orientação de um trabalho. “Foi um trabalho a distância. Uns consideram que é pós e outros que não é”, disse. “Eu fui em vários momentos para lá para ter com um orientador. Eu não morei em Cambrige. Ficava momentos lá. Em Clemson foi um trabalho de acompanhamento, tive um orientador”, disse.
Na entrevista de hoje, sobre a morte seu pai e sua irmã, que a teria feito voltar ao Brasil, Joana deu outra data, diferente do que havia informado no “Comércio da Franca”, numa entrevista de 2013. Na ocasião, ela disse que o fato das mortes no mesmo ano dos parentes teria acontecido em 2002. Na entrevista de hoje, a professora alegou que fato teria ocorrido em 1994. Ela desconversou sobre as datas depois.
14 ANOS
Outro ponto levantado na entrevista desta quinta-feira, 16, Joana explicou que ela não entrou na faculdade com 14 anos, como sempre declarou em conversas com jornalistas e em palestras. “Eu passei nos vestibulares com 14 anos. Eu deixo bem claro isso. Não consegui (cursar com a idade). Foi por conta de uma condição social. Eu comecei quando tinha 18 anos”, disse. Questionada se sempre quando era perguntada sobre o assunto, se não deveria esclarecer que não era fato ter entrado tão prematura numa universidade, Joana admitiu o problema. “Foi um erro meu. Eu devia ter falado isso, devia ter comentado”, disse. Ela alegou que sempre era orientada a falar com mais rapidez sobre o assunto.
O DIPLOMA
Sobre o falso diploma de pós-doutorado em Harvard, Joana voltou a explicar que o documento era uma peça de encenação teatral e que teria enviado o documento de forma equivocada para o jornal. “Foi uma peça teatral, numa escola que eu lecionei, em Campinas. Foi antes de eu voltar para Franca”, disse. Ao ser questionada pelos apresentadores qual era a escola, Joana não soube precisar. “Agora tenho que procurar”. Mas ficou de confirmar. “Eu tenho a documentação. Foi uma escola de segundo grau. Era uma encenação de profissões”, disse.
No fim da entrevista, ela ressaltou que pode ter falhado no momento de se comunicar. “Eu devo ter falhado em vários momentos.”
“Eu acho que esse trabalho que desenvolvo com os alunos é maior que qualquer coisa. Qualquer profissional que conseguir tirar um jovem de vulnerabilidade social é muito importante. Esse trabalho que eu desenvolvo, consegui tirar vários jovens. Se eu errei em algum momento, eu peço desculpas”.
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