Coelho Neto escreveu que ser mãe é padecer no paraíso. De fato, desde a gestação dos filhos, a mãe experimenta uma sequência de desconfortos físicos como enjoos, azia e inchaço, só para citar alguns deles. O ponto alto vem com as dores do parto, mas que são esquecidas logo que o pequeno ser é colocado em seus braços para ser amamentado. Depois disso vêm os cuidados, noites mal dormidas, interrompidas pelo choro do bebê, até que essa fase vai sendo superada. Mas, como disse certa vez uma senhora bastante experiente, já com todos criados, o filho sai da barriga da mãe e sobe para sua cabeça, querendo dizer que as preocupações nunca terminam. Essa rainha e heroína costuma ser lembrada apenas hoje, levando aquele presente, como se fosse o suficiente. O que a mãe mais quer receber é o carinho e atenção. Vamos nos lembrar daquelas mães que em lugar do abraço, recebem a notícia de que o filho está caído, dominado pela bebida e outras drogas, ou apenas para exigir dinheiro para o terrível vício. Quantos chegam ao absurdo de agredir aquela que lhe deu a vida e que o criou, e ela ainda faz questão de retirar a queixa para não ver o filho ser preso. Outros ainda, depois que já não precisam da mãe e do pai, fazem de tudo para depositá-los num asilo, alegando que não tem como cuidar deles. E o pior: Depois disso, nem ao menos uma visita. O que não dá para entender é que muitos desses filhos, que pouco se importaram com a mãe em vida, depois que ela morre vai levar flores no seu túmulo. Lembremos finalmente da mãe que neste dia sofre a tristeza maior e incomparável da vida: Não ter o filho para abraçar e receber dele o mais lindo presente, que seria o colar de seus braços em volta de seu pescoço. Que Deus dê forças a elas. Se você ainda pode abraçá-la, faça isso, pois chegará o dia em que você daria tudo para fazê-lo e não será mais possível!
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