Luiz Cruz de Oliveira


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No dia 26 de abril tive o prazer e a honra de assistir, na Casa da Cultura de Cássia-MG, um sarau lítero-musical comandado pelo professor e escritor Luiz Cruz de Oliveira, com a participação ativa, na parte musical, dos Cassienses Patrick, José Augusto e Régis.

Na oportunidade, Luiz Cruz declamou poemas admiráveis de Vinícius de Moraes, demonstrando uma memória invejável que, seguramente, herdou do seu tio Iriçanga Marques da Cunha. Tio Iriçanga, como é conhecido, já com quase 99 anos (completará no próximo mês de junho), mantém uma lucidez e um amor pela vida que são invejáveis. Ele, com essa idade, ainda recita poesias, algumas em espanhol e conta casos e “causos” que levam o sorriso aos lábios de todos que o escutam. Ele também se fez presente no evento.

O conhecimento da língua portuguesa que tenho e que me permite exercer a advocacia e o jornalismo, devo a vários professores que tive, mas em especial ao Luiz Cruz. Quando adolescente, pude frequentar o seu curso de língua portuguesa e literatura, que era ministrado, se bem me lembro, em sua residência e dividido em três módulos.

Recordo-me, também, do Luiz Cruz jogador de futebol – e dos bons. Durante anos fez dupla, em Cássia, no meio de campo, com o Hotinho que, infelizmente, já não se encontra mais entre nós. Também merece encômios o seu engajamento político–ideológico. Mesmo aposentado do Banco do Brasil, onde trabalhou durante anos em várias localidades, não se furtou a colocar, em pelo menos duas eleições, o seu nome à apreciação do povo francano.

Livros escritos, foram vários. Especialmente em prosa. Membro efetivo da Academia Francana de Letras e da Academia Cassiense de Letras, ocupando a cadeira 13, cujo patrono é o poeta Astolfo de Oliveira Filho.

Luiz Cruz nasceu na zona rural de Cássia, fato que no entanto não atrapalhou em nada a sua alfabetização e o gosto pela língua e a literatura. Tornou-se, a meu juízo, no maior escritor de Franca. Sim, da nossa Franca, pois com muita Justiça a Câmara Municipal daqui o tornou cidadão francano. Deste seu conterrâneo e ex-aluno, só resta dizer: “Ao Mestre, com carinho”.

 

Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

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