Ativista a favor do meio ambiente


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Há oito meses, a estudante sueca Greta Thunberg, 16 anos, não foi à aula, como fazia todos os dias em sua cidade, Estocolmo. Ela se dirigiu a pé para o prédio que abriga o Parlamento, lugar onde políticos discutem os problemas do país. Carregava um cartaz de papelão onde se lia uma frase: # skolstrejk för klimatet! Quer saber a tradução? É “greve escolar pelo clima.” Greta também carregava panfletos que estampavam dados sobre o aquecimento de nosso planeta.

Sua intenção era chamar a atenção dos políticos para a gravidade da crise do clima e seus riscos para as futuras gerações. Oito meses depois, aquele protesto de uma garota solitária contagiou milhares de jovens. Eles se uniram no dia 15 deste abril numa marcha histórica pelo clima. Cerca de 1,5 milhão de estudantes de mais de 100 países.

A ativista, pequena só no tamanho, ganhou visibilidade internacional durante seu discurso na COP 24, a Conferência do Clima da ONU, em dezembro passado, na Polônia. Sem meias-palavras, Thunberg criticou o fracasso das nações em firmarem um compromisso pela proteção das futuras gerações. Ela disse:

“No ano de 2078, vou celebrar meu 75º aniversário. Se eu tiver filhos, talvez eles estejam comigo nesse dia. Talvez perguntem por que vocês nada fizeram enquanto ainda havia tempo para agir. Vocês dizem que amam seus filhos acima de todo o resto. Mesmo assim estão roubando o futuro deles bem na frente de seus olhos. Até vocês focarem no que precisa ser feito, não há esperança”, afirmou.

 

Ativista

Para a estudante e ativista Greta Thunberg, que é filha de artistas, os governos do mundo inteiro  precisam se mobilizar. E, junto com a população, tomar medidas concretas para reduzir as emissões de gases efeito estufa. Essas emissões  resultam  da  queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. Ou seja, fumaça de carros e de fábricas. 
“Nós temos que manter os combustíveis fósseis embaixo da terra e precisamos focar em outras formas de energia não-poluente. “ Greta  se mostra indignada com o fato das pessoas considerarem a mudança climática uma ameaça à vida humana na Terra, mas seguirem suas vidas sem efetuar mudanças. Durante a passeata  a favor do clima no último 15 de março, ela disse:  “Se emissões precisam ser reduzidas, então precisamos nos empenhar.  Ou seguimos em frente como civilização, ou não. Precisamos mudar”. Sua frase tem a ver com o fato de que o aquecimento do planeta vai levar a catástrofes que podem destruir ecossistemas e impossibilitar a vida.
Em janeiro, na Suíça, Greta falou a grande público sobre a urgência de ações: “Eu não quero que vocês sejam esperançosos. Eu quero que vocês entrem em pânico. Eu quero que vocês sintam o medo que sinto todos os dias. E então eu quero que vocês ajam.  Precisamos agir como se a nossa casa estivesse em chamas, pois ela está”, declarou. A “casa”, no caso, é nosso planeta Terra.
Greta acredita que a ação política é muito importante. Mas mudanças no estilo de vida de cada pessoa também. Ela dá o exemplo, para reduzir sua própria emissão de carbono. Quase não voa mais, escolhendo viajar de trem. Deixou de consumir carne e laticínios depois de saber que animais contribuem  para danos ambientais. Repensou hábitos de consumo, comprando só o que precisa. E segue a regra dos três erres de que já falamos muito por aqui: reduzir, reutilizar e reciclar.
 
Três deputados noruegueses indicaram o nome de Greta para o Prêmio Nobel da Paz. Eles consideraram que “o gigantesco movimento que Greta pôs em ação é uma contribuição muito importante para a paz mundial”. Ela ainda foi considerada “a mulher mais influente do ano na Suécia” e “um dos 25 jovens mais influentes de 2018”. Não é uma beleza isso?

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