A tradição da encenação da Paixão de Cristo acontece há mais de trinta anos na Paróquia São Judas Tadeu. Esse ano, o teatro contou com mais de 80 jovens contracenando. Na manhã desta sexta-feira, o salão paroquial ficou lotado de adultos, idosos e crianças e todas as cadeiras disponibilizadas foram ocupadas e algumas pessoas ainda ficaram de pé para poder prestigiar a encenação. A emoção tomou conta de muitos durante as cenas da Paixão de Cristo.
O grupo de jovens “Instrumentos do Senhor” vem se preparando desde o segundo domingo da quaresma. Eles se reuniram no salão da igreja todos os domingos para os ensaios.
Para Leandro Vioto, coordenador do teatro, a encenação é uma forma de engajar o jovem para dentro da igreja. “Hoje enfrentamos muitas dificuldades e nos perguntamos o que o jovem pode fazer dentro da igreja? E o teatro é uma grande forma de evangelização” disse.
Monique Barbosa interpretou o papel de Maria. Para a jovem de 21 anos é uma grande honra interpretar uma mulher tão forte como foi Maria. Emocionada, ela disse que é difícil falar sobre essa mulher tão forte. “É uma mulher que passa pra nós aquilo que toda mãe tem que ter para com seu filho, ela confiou naquilo que Deus havia preparado para o filho dela. Pra mim é uma grande honra e estou muito feliz em poder interpretá-la", disse.
Wagner de Paula, 26, que interpretou Jesus Cristo, disse que é algo único na vida dele e que poder passar para o público, tudo que Jesus sofreu e passou é sempre muito gratificante e emocionante. “Quero poder passar um pouco de todo amor que Ele deu para todos, o sofrimento, mas também o legado que deixou para todos nós”, disse ele.
O Frei Luis Fernando, pároco da São Judas Tadeu, disse que é o seu primeiro ano participando da Paixão de Cristo com a comunidade, já que faz poucos meses que tomou posse como o novo pároco. A importância dos jovens na igreja para o Frei é que eles a tornam uma igreja missionaria, essa igreja também representada nos jovens sofredores.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.