150 anos


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Em razão de haver, no dia 31 de março último, transcorrido o aniversário de 150 anos da desencarnação de Allan Kardec, ocorrida em Paris, no ano de 1869, aos 65 anos de idade, a Folha de S. Paulo, domingo passado, no caderno “Cotidiano”, publicou interessante matéria de Jairo Marques e Rogério Pagnan, contendo considerações um tanto fiéis à realidade kardeciana.

Cabe-nos, todavia, observação quanto a se referirem ao Codificador como “pai do Espiritismo”. O próprio Kardec, nascido Hippolyte Léon Denizard Rivail, ante o fato de a base da Doutrina Espírita constituir-se de revelação de espíritos superiores, declarou-a obra destes, e não dele, a quem, tendo-a codificado, coube assiná-la, por exigência editorial.

Todavia, convenhamos, Kardec realizou um trabalho hercúleo, de que resultaram fundamentadas e sábias explicações aditadas à obra base, assim como os quatro últimos livros na ordem da publicação do pentateuco espírita, os quais, contudo, não prescindiram da participação de luminares espirituais.

O ingente trabalho de Allan Kardec, confirma-o também o livro “A Gênese”, especialmente, o seu capítulo “Caráter da Revelação Espírita”. Registra-se preocupação do espírito de Dr. Demeure - que, em vida, fora seu médico -, a ponto de adverti-lo da necessidade de reduzir esforço em favor da sua saúde.

Acresce-se observar que outra impropriedade da referida matéria jornalística, conquanto rica em consistentes informações, consiste em afirmar que o Espiritismo passa por momento delicado, quando teria acertado, se lembrasse que é objeto de orientação da Doutrina Espírita o fato de o planeta sofrer sensível e inquietante conturbação, no processo de transição por que passa, mantendo-se o Espiritismo, por sua vez e mercê de Deus, firme no seu rumo.

 

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca 

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