Entra Governo, sai Governo, uns com viés de esquerda, outros de direita, outros de centro. Nesse vai e vem a esperança em cada nova eleição se renova como a primavera faz com a natureza. As pessoas, assim, se encantam e se desencantam em curte espaço de tempo em cada nova expectativa fracassada. Com esse cenário, a pergunta que sempre é feita é se o Brasil tem jeito?
Evidente que aqueles que fazem essa indagação, esperam que o país dê certo. Que tenha uma saúde que atenda de forma minimamente igual ricos e pobres. Que a educação não só informe o nosso jovem, mas, fundamentalmente, o forme de maneira adequada. Que a segurança pública nos permita contemplar o luar, sentado em um banco de uma praça qualquer, em um lugar qualquer, sem sermos molestados. Que homens e mulheres sejam remunerados com dignidade e de forma equânime, levando-se em consideração a competência de cada um e não o sexo do trabalhador. Que os nossos líderes se preocupem em investir no povo cada centavo que esse mesmo povo paga em impostos, tendo, assim, uma visão plural e não pessoal. E, sobretudo, que todos os que nós elegemos de quatro em quatro anos entendam, que o que é público não significa não pertencer a ninguém, mas sim de que se trata de propriedade de todos.
Eu, particularmente, acho que o Brasil tem jeito sim, pois acredito na determinação, no denodo e na capacidade de se reinventar da maioria dos brasileiros. Sou um otimista por excelência, até porque, com bem diz o filósofo Leandro Karnal, “o pessimista é um chato intolerável”. Acredito, também, porque nesses mais de quinhentos anos de existência fizemos grandes progressos. Com efeito, embora o caminho ainda seja longo e árduo, um dia teremos um país que nos encherá de orgulho. E para você que me honra com a leitura desse texto, vai aqui um conselho que não é deste quase sexagenário, mas sim do Apóstolo Paulo, “tenha fé e esperança”, pois algo me diz que dias melhores virão para todos, só não posso informar quando.
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