Hospital Regional de Franca


| Tempo de leitura: 2 min

Quando o Hospital Regional de Franca foi fundado, a nossa cidade contava apenas com a Santa Casa de Misericórdia, embora a quantidade de habitantes já sinalizava pela necessidade de uma outra unidade hospitalar.

Com este cenário, várias pessoas e empresas uniram esforços para tornar aquele projeto, idealizado por alguns abnegados, uma realidade. Assim, o Hospital foi criado sob a forma de sociedade anônima, maneira que propiciou condições para a venda de ações ordinárias e preferenciais aos francanos, gerando, consequentemente, recursos para que ele pudesse ser construído e adequadamente equipado.

O Hospital Regional tornou-se uma realidade, atendendo pacientes de Franca e de toda a região, inclusive moradores de cidades do sul de minas. Além do atendimento de qualidade, ele abriu postos de trabalhos para novos médicos, muitos que, na época da sua fundação, eram recém formados.

Vários destes, embora hoje sessentões e até setentões, ali continuam clinicando com dedicação e eficiência. Outros, infelizmente, já se foram para a Casa do Pai, dentre eles, quero destacar o saudoso Dr. Fernando Ruas dos Santos, pois devo a Deus e a competência desse facultativo, ainda continuar vivo, tentando me aperfeiçoar neste nosso planeta.

Sem dúvida há que se reconhecer a importância do Hospital Regional para a saúde, sobretudo dos francanos. Ele foi e continua sendo um patrimônio da nossa cidade, uma instituição que, como muitas outras, o povo daqui deve ter orgulho.

Mas muitos estão tristes, pois soube-se que ele, recentemente, foi vendido para um grupo de Ribeirão Preto. Reconforta-nos saber que continuará em nossa cidade, prestando os serviços para os quais foi criado. Sabe-se, também, que o corpo clínico continuará o mesmo, pelos próximos sete anos, pelo menos. Mas o que não se sabe ainda, é se ele continuará tendo a saúde como a sua prioridade, ou se será transformado em uma empresa, cuja diretriz principal é o lucro a qualquer custo. Espero, sinceramente, que isso não venha a ocorrer, pois saúde é coisa séria.

 

Setímio Salerno MiguelAdvogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários