A prefeitura de Barão de Cocais (a 100 km de Belo Horizonte) vai decretar feriado municipal nesta segunda-feira (25) para que todos os moradores possam participar do simulado de evacuação de emergência, que está sendo organizado pela Defesa Civil estadual, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Uma barragem de rejeitos da Vale, na mina de Gongo Soco, teve o nível de risco elevado para 3 na última sexta-feira (22), o que significa ruptura iminente ou já ocorrendo. Segundo a mineradora, a auditoria externa detectou divergência de dados nos dois sistemas de monitoramento.
As escolas da cidade estão com aulas suspensas na segunda e na terça-feira. Está sendo avaliada ainda a possibilidade que a Vale transfira uma dessas unidades de ensino para uma área mais segura.
De acordo com a Defesa Civil, entre 9h e 13h, os moradores terão reuniões preparatórias e receberão instruções sobre a simulação. O treinamento começará por volta das 16h.
A cidade de Barão de Cocais terá sete pontos de encontro, com estrutura logística para que as pessoas sejam atendidas, com veículos, acolhimento e cadastros. Cerca de 600 pessoas –entre contratados da Vale e voluntários– também passaram por treinamento para trabalhar na ação.
Até esta segunda, devem ser instaladas 1.400 placas na cidade de Barão de Cocais, com descrição de rota de fuga, áreas seguras e pontos de encontro. Cerca de 13 mil folhetos serão entregues.
No dia 8 de fevereiro, 454 moradores que estavam na chamada zona de autossalvamento (ZAS) –a 10km de distância da barragem ou 30 minutos de uma inundação– foram retirados do local depois de uma alteração no nível de risco da estrutura. A região permanece com pontos de bloqueio e a Defesa Civil faz buscas ativas diárias para certificar que não há nenhum morador nas casas.
A simulação que começa nesta segunda é para pessoas que vivem na chamada zona de segurança secundária. A primeira comunidade atingida nesta área, segundo o tenente coronel Godinho, fica a cerca de 18 km ou uma hora e doze minutos de distância da chegada da lama.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.