Infecção adia a volta de Davi Miguel ao Brasil


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Davi Miguel teve alta no hospital dos EUA ontem à noite; nova data de retorno não foi definida
Davi Miguel teve alta no hospital dos EUA ontem à noite; nova data de retorno não foi definida

Uma infecção adiou a volta ao Brasil do menino Davi Miguel Gama, 5, que vive com os pais, Jesimar e Dinéia Gama, em Miami, nos EUA, desde 2015, onde aguardava por um transplante raro de intestino. No último domingo, 16, apenas cinco dias antes da data do retorno - marcado para o dia 21 - Davi Miguel foi internado no Jackson Memorial Hospital onde recebeu tratamento com antibióticos para curar a infecção. Segundo a família, uma nova data ainda não foi agendada, mas a viagem deve ser marcada para os próximos dias, já que eles não possuem recursos para permanecer em terras americanas.

“Tivemos uma reviravolta com a necessidade da internação do Davi Miguel e não foi possível ele viajar em voo comercial. Agora estamos providenciando uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), porém é necessário realizar o pedido judicialmente e é o que vamos fazer”, explicou Jesimar Gama. “Não temos ainda o retorno previsto, ele está melhor e a infecção foi controlada, mas ele deve continuar recebendo antibióticos em casa antes de irmos para o Brasil. Pedimos tudo com urgência e creio que o retorno não demorará. Não temos mais saldo para ficar aqui em Miami e não temos verbas para pagar despesas e por isso precisamos voltar o mais rápido possível”, completou o pai do pequeno francano.

Tratamento
O retorno de Davi Miguel, anunciado no ano passado após acordo com a Justiça, estava marcado para a última quinta-feira, 21. A volta ao país foi confirmada depois que a equipe médica que o atende descartou, ao menos momentaneamente, o transplante. Em São Paulo, Davi Miguel deve seguir com o tratamento no hospital Menino Jesus até que possa retornar para Franca. Nos últimos três anos, Davi Miguel recebeu tratamento em casa, com a nutrição parenteral. No Brasil, antes da viagem, ele ficou internado por mais de um ano. Miguel sofre da doença das microvilosidades ou diarréia intratável (quando o organismo não é capaz de absorver nutrientes dos alimentos).

A União é responsável pelas despesas com o retorno de Davi Miguel ao Brasil. Além disso, nos cinco meses posteriores ao retorno, a família deve receber um saldo de R$ 10 mil, remanescente da campanha realizada para ele, para readaptação no país. No Hospital Municipal Infantil Menino Jesus o tratamento de Davi Miguel deve ser adaptado para os protocolos nacionais. Posteriormente, ele e a família retornarão para Franca. O tratamento seguirá sendo custeado pelo SUS.

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