Secretaria de Educação afasta professora que revistou alunos


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Mães foram até a DDM registrar queixa contra a professora.
Mães foram até a DDM registrar queixa contra a professora.

A confusão na escola municipal “Nelson dos Santos Damasceno” do Jardim Bonsucesso, onde uma professora suspeitou de alunos de sete e oito anos por furto, teve um novo capítulo nesta segunda-feira, 18. No último sábado, 16, o GCN denunciou que a profissional, a diretora e funcionárias da escola, teriam colocado as crianças no pátio e revistado seus pertences em busca do aparelho, que na realidade havia ficado em casa. Os alunos também foram coagidos que se caso contassem o ocorrido para os pais, eles seriam punidos. 

Em entrevista na manhã desta segunda, o secretário de Educação, Edgar Ajax dos Reis Filho, afirmou que afastou a professora das salas de aula e um procedimento interno foi aberto. “Nós tivemos uma reunião com equipe gestora da escola do Bonsucesso. Num acordo firmado entre a Secretaria de Educação e a professora envolvida, nós decidimos que ela fica afastada da sala de aula, até que os fatos sejam esclarecidos. A professora fica a disposição da Secretaria de Educação”, disse.

Sobre a diretora da escola, que teria visto a ação ocorrer e nada fez, o secretário não tratou do tema. As mães acusam também a profissional.




O CASO

Um grupo de pelo menos nove mães procurou a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca para registrar uma ocorrência contra uma professora da rede municipal de ensino. A profissional da escola “Nelson dos Santos Damasceno” do Jardim Bonsucesso, é alvo de denúncia de mães de alunos do 3º ano do ensino fundamental. Elas a acusam de uma série de problemas durante essa semana.

O caso teria começado na última terça-feira, 12, quando a educadora se deu conta que o seu celular não estaria com ela. Desconfiada, passou a acreditar que as crianças de sete e oito anos teriam relação com o desaparecimento do aparelho. As mães contam que a professora passou a pressionar os seus filhos. “A professora começou a acusar as crianças que estava dando falta do celular, que elas tinham que dar conta e as crianças ficaram assustadas”, disse uma das mães.
Depois, elas relatam que os pequenos foram retirados da sala. “Elas foram colocadas sentadas no pátio como se fossem marginais. E ficou revezando entre a diretora da escola, uma outra funcionária vigiando as crianças. Enquanto a professora, a faxineira e uma das merendeiras vasculhavam as mochilas, estojo das crianças como se fossem marginais. E depois dessa revista toda nada foi encontrado”, disse a mãe.

Depois da revista, sem encontrar nada, a professora teria entrado em contato com um familiar e o celular havia sido deixado em casa. “Ela não tinha nem levado o celular para a escola. Aí colocou as crianças dentro da sala de aula e falou para elas não contarem para os pais de forma alguma”, revelou a mulher.

“Eu entrei em contato com outras mães pra gente ver se as histórias batiam. Nósfomos pressionando e eles foram contando. Todos contaram a mesma versão”, disse.

Depois de apurar o ocorrido, as mães foram até a escola do Jardim Bonsucesso. Elas pediram as imagens de câmeras de segurança, o que foi negado pela diretora de instituição.

Na sexta-feira, 15, as mães ficaram ainda mais indignadas ao descobrir que os alunos não teriam recreio durante uma semana. “A diretora disse que ficariam uma semana sem o recreio e que eles iam comer, beber água, ir ao banheiro e subir”, disse outra mãe. A informação recebida é que as crianças estariam correndo muito durante o intervalo. Mas as mães acreditam que a punição também tenha relação com o episódio do celular.

As mães esperam pedidos de desculpa por parte das profissionais envolvidas e pedem a saída da professora da escola. “Nós como mães queremos que ela saia da escola. Ela não está preparada para cuidar de crianças”, disse a mãe de uma menina. “Queríamos também um pedido de desculpa”.

Segundo o grupo de mães, a professora não deu aula nos últimos dois dias.

 


  

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