Professora culpa alunos por sumiço de celular e causa revolta em mães


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O grupo de mães na porta da DDM de Franca.
O grupo de mães na porta da DDM de Franca.

Leandro Vaz e André Poeta

Um grupo de pelo menos nove mães procurou a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca para registrar uma ocorrência contra uma professora da rede municipal de ensino. A profissional da escola “Nelson dos Santos Damasceno” do Jardim Bonsucesso, é alvo de denúncia de mães de alunos do 3º ano do ensino fundamental. Elas a acusam de uma série de problemas durante essa semana.

O caso teria começado na última terça-feira, 12, quando a educadora se deu conta que o seu celular não estaria com ela. Desconfiada, passou a acreditar que as crianças de sete e oito anos teriam relação com o desaparecimento do aparelho. As mães contam que a professora passou a pressionar os seus filhos. “A professora começou a acusar as crianças que estava dando falta do celular, que elas tinham que dar conta e as crianças ficaram assustadas”, disse uma das mães.

Ouça os relatos: 


Depois, elas relatam que os pequenos foram retirados da sala. “Elas foram colocadas sentadas no pátio como se fossem marginais. E ficou revezando entre a diretora da escola, uma outra funcionária vigiando as crianças. Enquanto a professora, a faxineira e uma das merendeiras vasculhavam as mochilas, estojo das crianças como se fossem marginais. E depois dessa revista toda nada foi encontrado”, disse a mãe.

Depois da revista, sem encontrar nada, a professora teria entrado em contato com um familiar e o celular havia sido deixado em casa. “Ela não tinha nem levado o celular para a escola. Aí colocou as crianças dentro da sala de aula e falou para elas não contarem para os pais de forma alguma”, revelou a mulher.

“Eu entrei em contato com outras mães pra gente ver se as histórias batiam. Nós fomos pressionando e eles foram contando. Todos contaram a mesma versão”, disse.

Depois de apurar o ocorrido, as mães foram até a escola do Jardim Bonsucesso. Elas pediram as imagens de câmeras de segurança, o que foi negado pela diretora de instituição.

Na sexta-feira, 15, as mães ficaram ainda mais indignadas ao descobrir que os alunos não teriam recreio durante uma semana. “A diretora disse que ficariam uma semana sem o recreio e que eles iam comer, beber água, ir ao banheiro e subir”, disse outra mãe. A informação recebida é que as crianças estariam correndo muito durante o intervalo. Mas as mães acreditam que a punição também tenha relação com o episódio do celular.

As mães esperam pedidos de desculpa por parte das profissionais envolvidas e pedem a saída da professora da escola. “Nós como mães queremos que ela saia da escola. Ela não está preparada para cuidar de crianças”, disse a mãe de uma menina. “Queríamos também um pedido de desculpa”.

Segundo o grupo de mães, a professora não deu aula nos últimos dois dias.

Na sexta-feira, 15, a equipe de reportagem da Difusora esteve na escola para apurar a versão da instituição. A informação é que a diretora não estava.

O secretário de Educação, Edgar Ajax Filho foi procurado, mas não respondeu as mensagens em seu celular.

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