Sem transplante, Davi chega ao Brasil na quinta


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Sem condições de transplante, o pequeno Davi Miguel Gama retorna ao Brasil nesta quinta
Sem condições de transplante, o pequeno Davi Miguel Gama retorna ao Brasil nesta quinta

Sem o desfecho tão aguardado e o transplante que garantiria melhores condições de vida para ele, o pequeno francano Davi Miguel Gama, que completou 5 anos na última semana, retornará ao Brasil nesta quinta-feira, 21. Junto com os pais, Dineia e Jesimar Gama, o menino embarcará em um voo normal, às 20h10, no aeroporto de Miami. A chegada em São Paulo, onde sera encaminhado para o hospital Menino Jesus, está prevista para as 5h30 da sexta-feira, 22.

“Estamos organizando tudo para a nossa volta. O tratamento nos Estados Unidos é muito bom, mas infelizmente não há mais condições financeiras de permanecermos sem o custeio do Ministério da Saúde e a Justiça decidiu pelo retorno”, explicou o pai Jesimar Gama.

Em São Paulo, Davi Miguel deve seguir com o tratamento até que possa retornar para Franca com a família. Sem veias em condições para o transplante, o procedimento foi descartado, ao menos por enquanto, pela equipe médica do Jackson Memorial Hospital, que acompanhava o menino em Miami.

“Assim que chegarmos o Davi deve passar por exames. Não temos ainda como saber quanto tempo permaneceremos na Capital, mas sempre procuramos e sempre vamos buscar o melhor para o nosso filho, por isso esperamos o melhor tratamento e que ele continue tendo com uma boa qualidade de vida. Enquanto estivermos em São Paulo, ficaremos em uma casa de apoio. Assim que for possível e indicado, retornaremos para Franca”, disse Jesimar Gama.

Davi Miguel e a família foram para Miami, nos EUA, em 2015 após uma batalha na Justiça para que a União arcasse com os custos do transplante de intestino, procedimento que poderia ser feito apenas em solo americano. Antes da decisão, a luta do menino ganhou o Brasil e diversas campanhas foram realizadas para apoiá-lo, contando com inclusive com o apoio de diversos famosos. Parte do R$ 1,5 milhão arrecado foi utilizada para custear as despesas da família nos EUA.

Nos últimos três anos, Davi Miguel recebeu tratamento em casa com a nutrição parenteral. No Brasil, antes da viagem, ele ficou internado por mais de um ano. Miguel sofre da doença das microvilosidades ou diarréia intratável (quando o organismo não é capaz de absorver nutrientes dos alimentos).


Davi irá para SP e, depois, para Franca

A volta de Davi Miguel para o Brasil foi definida em dezembro do ano passado. Ficou acordado que a União arcaria com seu retorno e que R$ 10 mil, do saldo remanescente da campanha realizada para ele, seriam reservados para repasse aos pais durante cinco meses, período de readaptação da família no país. Se por acaso o saldo for insuficiente, a União devecomplementar

Davi Miguel será tratado no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, que é administrado pelo Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Lá seu tratamento deve ser adaptado para os protocolos nacionais. Segundo o pai, a família também será treinada para cuidar dos cateteres que são usados para a nutrição parenteral.

Posteriormente, o serviço de home care (o mesmo que era utilizado em Miami) será implementado em Franca. Consultas períodicas e todo o tratamento de Davi Miguel seguem sendo custeados pelo SUS.

 


 

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