Cresce 68% número de mulheres no mercado


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A empresária Mariana Zani, de 29 anos, é diretora geral da Larulp e comanda grande equipe
A empresária Mariana Zani, de 29 anos, é diretora geral da Larulp e comanda grande equipe

O número de mulheres no mercado de trabalho francano cresceu 68,39% entre os anos de 2003 e 2017. A informação faz parte de um levantamento feito pela Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) e considera dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Fundação Seade, Rais/Caged e do próprio Instituto. Apesar da grande evolução, o crescimento na cidade no período foi menor que o alcançado no País, quando o resultado foi de 72,5%.

“Demograficamente falando, homens e mulheres se equiparam, mas é fato que essa equivalência ainda não é alcançada quando falamos de valorização profissional”, disse a presidente do Conselho Deliberativo da Acif, Sílvia Alonso y Alonso Bittar Cunha. Em Franca isso é fato. Na cidade, os salários pagos para elas ainda são 15,4% menores do que os pagos para eles. No Brasil, a diferença é de 14,7%, segundo o Rais/Caged.

O levantamento, divulgado na manhã de ontem, 8, Dia Internacional da Mulher, mostrou ainda que, 51% da população é formada por mulheres e 19,7% dos domicílios locais são chefiados por elas. No âmbito nacional, este número chega a 22,7%.

“Iniciamos, relativamente há pouco tempo, um processo de quebra de barreiras no mercado de trabalho (até 1962, a mulher precisava de autorização do marido para trabalhar fora) e agora estamos no momento de avançar, de forma efetiva, na questão de equiparação salarial. Acredito que a educação é a melhor forma de empoderamento. Em 2018, representávamos 57,2% dos estudantes de graduação no Brasil, e este é o caminho”, disse Sílvia.

Das 3,5 mil empresas associadas à Acif, 56,4% são dirigidas ou pertencentes a mulheres. A jovem Mariana Zani, de 29 anos, é uma delas. Diretora geral da Larulp, empresa de moda casual, fitness e íntima fundada por seus pais, ela comanda 60 funcionários, sendo 90% de mulheres. “A presença das mulheres no mercado cresceu aliada à independência e à necessidade de complemento de renda. É uma conquista, mas ainda há muito para evoluir. E as mulheres têm um ponto positivo: demonstram mais calma, paciência e flexibilidade na hora de lidar com negócios”, disse.

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