O Aeroporto de Franca “Tenente Lund Presotto” recebeu, em média, 12 voos por dia no ano passado. O total, 4.421 voos, embora 7% maior que no ano anterior quando o terminal recebeu 4.130 pousos e decolagens, ainda é pequeno. Se comparado com 2016, quando foram operados no espaço 2.461 voos, o crescimento é de 45%. Na época eram operados seis voos por dia.
Sem operar voos comerciais desde 2008 - a última empresa a realizar voos regulares na cidade foi a Passaredo -, o aeroporto de Franca, fundado em janeiro de 1970, segundo o Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), funciona 24 horas O/R (on request - a pedido, se houver operação de aeronave após o por do sol até o seu nascer). A administração é formada por apenas três funcionários do Daesp: um gestor e dois auxiliares. Além disso, o terminal conta com serviço de limpeza e vigilância patrimonial.
Ao longo dos últimos anos o Daesp executou obras no valor de R$ 6,8 milhões para construção de turnaround, ampliação do pátio de aeronaves, vias de acesso, adequação das pistas de rolamento e reforma da seção contra Incêndio, reforma e ampliação do terminal de passageiros e estacionamento de veículos. Mesmo com uma infraestrutura completa, com espaço para guichês, esteiras instaladas, ampla recepção, área para check-in e raio de inspeção de bagagens, e totalmente adequado para atender a aviação comercial caso haja demanda das companhias aéreas, a reportagem confirmou que o aeropoto fica na maior parte do tempo deserto.
Nos últimos anos, por diversas vezes, a Azul Linhas Aéreas foi a única empresa que demonstrou interesse em operar voos comerciais na cidade. No ano passado, por exemplo, a empresa reafirmou Franca como um ponto de partida estudado entre 25 cidades brasileiras previstas como novos destinos. A expectativa da empresa era que esses novos destinos fossem viabilizados entre quatro e cinco anos.
Mais uma vez procurada sobre a possibilidade de incluir o Aeroporto de Franca como um ponto de destino, a Azul informou, em nota, que “reitera seu interesse em voar para Franca. Porém, para iniciar suas operações na cidade, a companhia precisa avaliar se o aeroporto local possui as adequações necessárias para a execução de voos regulares. Somente após esse estudo inicial será possível determinar quais serão as ligações da cidade e também o tipo de aeronave que fará a operação”.
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