O número de MEIs (Microempreendedores Individuais) em Franca cresceu 44% nos últimos três anos. Enquanto em dezembro de 2015 estavam ativas na cidade 12.046 MEIs, no final de 2018 este número subiu para 17.366. A economia instável dos últimos anos, associada ao alto desemprego que atingiu mais de 12 milhões de brasileiros no ano passado, contribuiu diretamente para o crescimento da formalização de pessoas que encontram com empreendedorismo uma nova fonte de renda.
O setor de artigos de vestuário e acessórios, com 1.547 microempreendedores em atividade, segue sendo o maior de Franca. Em seguida estão os cabeleireiros (1.360); obras de alvenaria (875); acabamento de calçados de couro (725); outras atividades do segmento de beleza (494); comércio varejista de calçados (491); manutenção e instalação elétrica (458); serviços de pintura em geral (431); promoção de vendas (422); lanchonetes, casas de sucos e similares (375); fabricação de calçados de couro (314); fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar (296); cosméticos, perfumaria e higiene (270); serviços domésticos (263) e bares (236).
“Nos últimos anos observamos um crescimento na formalização dos microempreendedores individuais. É importante ressaltar que muitas destas empresas são pessoas que entram nestas atividades, seja em busca de uma nova forma de captação de renda após perder um emprego, ou mesmo aqueles que já atuavam e agora buscam a formalização”, disse o consultor do Sebrae-SP Carlos Alberto de Araújo, que atua em Franca.
De acordo com o consultor, o crescimento da formalização evidencia ainda a preocupação destes microempreendedores individuais para que as atividades prosperem. Para isso, eles têm investido cada vem mais no processo de planejamento e capacitação.
“Quando falamos em empreender é importante planejar, capacitar, analisar o mercado e criar competitividade para que a empresa permaneça no mercado e tenha sucesso. O Sebrae tem diversas ferramentas de auxílio para o microempreendedor e também para aqueles que ainda não têm uma empresa, mas querem ingressar neste mercado”, explicou Araújo, que afirmou ainda que a perspectiva para este ano é que o processo de formalização siga crescendo em Franca.
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