Na tarde dessa sexta-feira, 15, a empresa Croma Arquitetura, Conservação e Restauro, de São Paulo, apresentou o projeto de restauração do Relógio do Sol e mais um passo foi dado para a recuperação do monumento que é um patrimônio histórico da cidade. Danificado em dezembro de 2017, após um forte temporal derrubar uma árvore sobre ele na praça Nossa Senhora da Conceição, a expectativa, segundo o secretário de Esportes, Arte, Cultura e Lazer, Elson Bonifácio, é que o projeto seja finalizado até o 28 de novembro, aniversário de Franca. O valor investido no projeto foi de R$ 56,3 mil.
Para chegar até o projeto de restauração, a empresa realizou relatórios fotográfico e analítico; avaliativo astrônomo e pesquisa histórica e documental. Após um mapeamento minucioso de todos os danos sofridos pelo Relógio do Sol ao longo do tempo (ele começou a ser construído em 1886) e depois do temporal, a empresa subdividiu o monumento em cinco partes: base fixa, fuste, cubo, base cubo e esfera. A proposta é que cada peça seja restaurada separadamente.
“Além dos danos do temporal, observamos danos típicos do mármore ao longo dos mais de 100 anos do monumento, como lodo,manchas, fissuras, hastes deformadas, etc”, disse a arquiteta Elaine Bottion. Para a restauração, segundo as arquitetas responsáveis pelo projeto, não será necessária a inclusão de novas peças, sendo utilizadas todas as peças e fragmentos que foram recolhidas e armazenadas na Casa da Cultura e do Artista Francano depois do temporal.
Além do secretário e os representantes da empresa, participaram da reunião membros do Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) de Franca. Antes de ser aprovado e passar para a fase seguinte do restauro, que contará com uma licitação para a contratação da empresa que realizará a restauração, o projeto precisa ser aprovado tanto pelos Condephats municipal e estadual. A expectativa é que isso aconteça nas próximas semanas.
“Depois do parecer dos Condephats, iniciaremos o processo para contratar a empresa que realizará a restauração. É um trabalho minucioso e que deve durar alguns meses. Meu desejo é entregá-lo para a população no dia em que Franca completará 195 anos”, disse Boni.
No projeto de restauração, a empresa recomenda a retirada de árvores que possam ameaçar a segurança do Relógio, mas isso não foi atrelado ao restauro porque deve ser feito considerando as questões ambientais. Também recomenda a reposição do piso em mosaico que cerca o Relógio do Sol.
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