Empresário que agrediu ex-noiva é condenado


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Além da pena, Lucas Meneghetti terá que cumprir condições
Além da pena, Lucas Meneghetti terá que cumprir condições

O empresário Lucas Meneghetti, 46, acusado de espancar sua ex noiva, uma advogada de 41 anos, e sua enteada de 19 anos, em julho de 2016, foi a julgamento, em Pedregulho, na última semana, e foi condenado a seis meses de detenção em regime inicial aberto. Foi concedido ao acusado a suspensão da execução da pena privativa de liberdade por dois anos mediante a algumas condições como “não frequentar bares e boates, não se ausentar da cidade por mais de oito dias sem autorização, comparecer em juízo mensalmente e pagar 20 salários mínimos a uma entidade publica ou privada”.

A vítima, a advogada Renata Lopes, disse que as mulheres não devem se calar diante da violência. “Que sirva de exemplo para as mulheres. No meu caso, consegui evitar uma tragédia. Consegui a medida protetiva que o proíbe de se aproximar de mim e da minha família e ele foi indiciado”, disse ela, que se queixou do julgamento da sociedade em relação às vítimas. “Precisamos mudar isso, pois deixa um trauma para a vítima. Por ele ser conhecido, onde eu ia escutava comentários constrangedores como ‘ela deve ter feito alguma coisa para apanhar’ e, então, sai da cidade”, disse.

Renata lamenta que muitas mulheres, por medo, acabam não denunciando ou mudando o depoimento. “Essas mulheres acabam sofrendo por anos com agressões e violência psicológica. Ele agride, depois vira um anjo, depois volta a agredir. Isso se torna um ciclo. Se permitimos a primeira, a tendência é piorar até chegar no feminicídio”, completou.

Atenta a esse fato, a Lei Maria da Penha não permite que a vítima “retire a queixa” (representação) na delegacia. Ela exige que a vítima compareça diante do juiz, em audiência, e afirme seu desejo de recuar. Só assim será admitida a renúncia à representação.

O casoO empresário agrediu Renata em seu apartamento. Ele a jogou na cama, apertou seu braço, deu tapas no rosto, puxou seus cabelos, arrancando mechas. A filha de Renata, que tinha 16 anos, tentou apartar a briga e também foi agredida pelo acusado. Elas ameaçaram chamar a polícia e ele fugiu. As duas buscaram atendimento no Hospital Regional e, mais tarde, o empresário foi até lá e invadiu os consultórios atrás delas. A polícia foi acionada e ele escapou.

Ele foi indiciado por violência doméstica. Acompanhado de seus dois advogados, ele foi à DDM 15 dias depois do ocorrido e disse que bateu na vítima porque “ela partiu para cima, arranhou e deu tapas”.

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