O açougueiro Wesley Miranda, 33, que matou duas pessoas, entre elas uma criança de 4 meses, e deixou outras cinco feridas em um acidente em 2017, na rodovia Cândido Portinari, foi a julgamento na manhã dessa quinta-feira, 14, e foi condenado a três anos de prisão em regime aberto.
Wesley, que estava preso desde o dia do acidente, foi a júri popular e teve sua pena desclassificada de homicídio doloso - quando há intenção de matar -, para homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A pena será revertida em serviços comunitários, além de ter que pagar cinco salários mínimos a família das vítimas. Ele também teve sua carteira de habilitação suspensa por três anos.
O acidente aconteceu no dia 28 de maio de 2017. O açougueiro teria brigado com a mulher e, após a discussão, decidiu que iria se matar. Ele pegou o carro, um VW Voyage Prata, e saiu em alta velocidade. Ao chegar no barranco da alça de acesso à Rodovia Cândido Portinari, acelerou o veículo se atirando na rodovia. No momento, passava um Escort branco dirigido por Wesley da Silva Barato que estava com a mulher, seu filho de 4 meses e mais uma mulher adulta e outras três crianças. O Voyage caiu sobre o Escort, afundando seu teto e matando Wesley Silva e seu filho Davi Lucca Silva Barato na hora. As outras vítimas ficaram gravemente feridas e presas nas ferragens.
Wesley teve sua embriaguez constatada pela polícia e foi preso em flagrante após o acidente.
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