Um trabalho de investigação da Polícia Civil, através dos agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), acabou identificando os autores de um crime que movimentou o setor policial na semana passada e chamou a atenção de francanos pela violência. Na última terça-feira, 5, um joalheiro que saia de seu estabelecimento comercial no Jardim Redentor, acabou rendido e sequestrado. Os marginais fizeram o empresário entregar seus cartões para compras em estabelecimentos e saques. Ele ficou horas nas mãos dos criminosos. Nesta quarta-feira, 13, a DIG esclareceu e prendeu os autores.
Com ajuda fundamental de câmeras de segurança dos estabelecimentos percorridos pelos bandidos no dia do crime, os investigadores chegaram a Lucas Barci de Oliveira, 30, e Alexandre Matheus de OIiveira, 37. Os dois moram no Leporace, zona norte da cidade. A prisão preventiva de ambos foi expedida pela 2ª Vara Criminal de Franca.
Além das imagens das câmeras de segurança, Lucas e Alexandre foram reconhecidos pela vítima. Também foram identificados como autores de um outro roubo, no começo do mês, em uma casa no Vila Real. Deste crime, eles levaram o Honda Civic, que inclusive foi utilizado para o sequestro. “Até então a gente só registrava assaltos e a vítima não era mantida dessa forma. Neste caso chamou a atenção. A vítima foi arrebatada quando saia do trabalho e chegava em casa. Foi levada para zona rural de Cristais Paulista e lá mantida sob ameaça por um de seus algozes. E lá foi obrigado a entregar os cartões e senhas. Eles vieram para Franca em outro veículo e passaram a fazer saques e compras em supermercados. Após isso, eles retornaram a Cristais, pegaram a vítima e seguiam para a loja, uma joalheira, para tentar fazer o furto das peças que ele mantinha em seu estabelecimento. Foi aí que a Polícia Militar, que já tinha a placa do carro, começou a perseguição. Eles conseguiram fugir e liberaram a vítima”, disse o delegado Márcio Murari, responsável pelas investigações.
A investigação foi levada à DIG e os investigadores passaram a realizar as diligências. Primeiro foi passada informações pela vítima. Depois rastreado os locais onde as compras foram feitas. “Em um dos mercados conseguimos identificar dois deles usando o cartão. E também o carro que eles utilizaram. Um outro terceiro aguardava dentro do carro”, disse Márcio.
Diante das provas, os investigares conseguiram identificar os autores. Eles negam a participação. “Localizamos bebidas e carnes que eles compraram e deixaram na casa de uma amiga. Na casa do Alexandre, localizamos roupas que eles utilizaram no crime”, revelou Márcio. Objetos também foram identificados.
O inquérito está sendo finalizado e outros suspeitos estão sendo identificados.
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