I
Não é calma.É mansidão que invade
os sentidos.
É desvario. Não é desvio de comportamento.
Não é cama. É rede de palha, é esteira de luzes.
É brilhante. Não é fosforescência
advinda do nada.
Não é mágica. É fantasia que permite sintonia.
É luar. Não é bola de luz resplandecente,
argêntea.
Não é fertilidade. É autogênese. Inesperada.
É esconder do exclusivismo. É viver no
atavismo.
II
Não é alma. É espectro que ronda os ouvidos.
É acasalamento. Não é escolha ou
nada intuitivo.
Não é lama. É mel que adoça os
lábios em cruzes.
É vibrante. Não é som produzido por metais.
Não é lágrima. É orvalho brotando
com toda magia.
É o eterno pratear. Não é simplesmente brilhar.
Não é fecundar. É estar preparada para parir.
É esconder do pessimismo. É procurar um abismo.
III
Não é calma. É mansidão que invade
os sentidos.
Não é alma. É espectro que ronda os ouvidos.
É permitido sentir.
É desvario. Não é desvio de comportamento.
É acasalamento. Não é escolha ou
algo intuitivo.
Não é permitido pensar.
Não é cama. É rede de palha, é esteira de luzes.
Não é lama. É mel que adoça os
lábios em cruzes.
É pecado ignorar.
É brilhante. Não é fosforescência
advinda do nada.
É vibrante. Não é som produzido por metais.
Não é pecado alimentar.
IV
Não é mágica. É fantasia que permite sintonia.
Não é lágrima. É orvalho brilhando
com toda magia.
É proibido chorar.
É luar. Não é bola de luz resplandecente,
argêntea.
É o eterno pratear. Não é simplesmente brilhar.
Mas é preciso iluminar.
Não é fertilidade. É autogênese inesperada.
Não é fecundar. É estar preparada para parir.
É partir. É sorrir.
É esconder no exclusivismo. É viver
no atavismo.
É esconder no pessimismo. É procurar um abismo.
Não é morrer.
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