O desafio da folia de Carnaval em Franca


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Somos o país do Carnaval. Milhares de brasileiros passam o ano inteiro planejando e organizando a festa popular mais famosa que temos. Em Franca, não é diferente. Em diferentes bairros, grupos carnavalescos se preparam durante meses para realizar o desfile das escolas de samba da cidade.

É mais que evidente que a organização deles ainda tem muito para melhorar. Ressentimos uma festa com real apoio do Poder Público, com um cronograma bem pensado, que permita e até ensine aos organizadores um método mais eficaz de promover um evento que desperte mais interesse da população, traga uma maior sensação de segurança e entretenimento saudável para as famílias que passam o feriado na cidade, sem opções de um contato maior com a festa tão tradicional.

A falta de organização dos carnavalescos só não é pior que o momento político que vivemos. Também é absolutamente claro que, agora, o governo municipal passa por seu momento mais desafiador. Ao chegar à segunda metade do mandato do prefeito Gilson de Souza, os problemas estão acumulados. Servidores insatisfeitos, loteadores revoltados, projetos que insistem em não sair do papel. A lista é extensa.

Mas, neste momento, a grande questão é se é justo eliminar uma opção relevante de lazer gratuito dos francanos, impedir que grupos grandes, na sua maioria da periferia, concretizem seus sonhos de desfilar pela avenida. A própria população, que lotou as festas de Réveillon promovidas pela prefeitura em diferentes pontos, mostra que deseja eventos gratuitos e bem organizados.

Do jeito certo, o Carnaval pode, sim, se tornar uma atração turística que - além de trazer dias de leveza para quem gosta da festa, em uma fase em que o mundo é pura correria e estresse - faz girar a economia. Cidades até menores que Franca organizam diferentes tipos de festa, como as mineiras Cássia e Monte Santo de Minas. Mas não é fácil. Também é grande a lista de cidades que cancelaram o Carnaval 2019, como nossa vizinha Batatais, que é uma referência em qualidade dos desfiles.

A decisão, por fim, está na Ordem do Dia dos vereadores de Franca da próxima terça-feira. Os parlamentares vão decidir se autorizam ou não o Executivo a liberar R$ 275 mil para serem divididos entre as escolas de samba. Ainda que autorizado, há que se vencer o trâmite burocrático antes que esse dinheiro seja, efetivamente, liberado e chegue às agremiações. Ou seja, escola terão tempo apertado para finalizar seus preparativos. O samba terá que ser acelerado.

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