A médica veterinária Paula Patrícia Mello, 38, foi morta a facadas pelo namorado na madrugada deste domingo (3), em São Caetano do Sul (ABC). O suspeito levou a vítima ao hospital, após golpeá-la com mais de 20 apunhaladas.
Agentes da GCM (Guarda Civil Municipal) foram chamados para atender a uma ocorrência de violência doméstica, mas, ao chegarem ao local, não encontraram ninguém. Em seguida, seguiram a um hospital onde, no estacionamento, encontraram Paula ferida, inconsciente, e Givanilson dos Santos, 26 também ferido.
O marceneiro inicialmente afirmou, segundo o boletim de ocorrência, que ele e a namorada tinham sido vítimas de um roubo, mas depois confessou tê-la esfaqueado em uma briga. Ela foi levada a outro hospital.
"Ela era feminista, por isso precisamos falar", disse a mãe da vítima, que não revelou seu nome. O engenheiro mecânico Bruno César de Mello, 26, irmão de Paula, contou que o feminismo era "uma das bandeiras" que a irmã levantava. Segundo duas amigas da veterinária, Santos costumava ir a manifestações (inclusive a protestos feministas) com a companheira, mas, "de uns tempos pra cá", passaram a brigar. Uma delas também contou que o marceneiro afastou a vítima das pessoas mais próximas e se negava a deixar o apartamento em que eles moravam, que, segundo as amigas, era de Paula.
Santos foi autuado em flagrante, mas, como ficou ferido, segue internado.
A reportagem não localizou a defesa de Santos neste domingo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.