E vamos lá! 2019 já começou a ser escrito. Nada de rascunhos, tudinho escrito à tinta com o próprio “punho”. Errou? Escreva novamente, mas sem rasuras. Acertou? Parabéns! Faça de novo! De qualquer maneira, um grande ensaio de vida.
Resolvi rasgar as metas e só quero “quereres”. Associo aqui o meu querer ao meu desejo. Assim sendo, quero muito é desejar. Sim, pois metas exigem um esforço, uma quase obrigação com comprovação de resultados, um ponto final. Desejo exige entusiasmo, motivação, movimento. Só funciona na singularidade de cada caso; não serve para todos. Às vezes, nos faz suportar o mal estar da execução, porém não nos deixa recuar, pois leva em consideração a responsabilidade da própria existência, na conquista de se fazer em nome próprio. Só sabemos que o alcançamos com o passar do tempo, nos dribles da vida, nas novas posições alcançadas.
Como mulher, desejo outros pesos e outras medidas que me deixem mais bonita e leve. Regimes que funcionem bem de segunda a quarta-feira e que desmoronem de quinta a domingo por conta de amigos, prosa, comidas e bebidas.
Quero lugares de curta e longa distância que me tragam surpresa em estar viva.
Quero conjugar o verbo amar em todas as suas formas, e me desapegar de algumas garantias que ainda busco tentando controlar o incontrolável. Quem sabe talvez substitua a intransigência do vocabulário, para mudar as palavras, e assim minha fé.
Desejo a convivência ao vivo e em cores com pessoas amadas. Asas em forma de sonhos e fé para alcançar o céu de vez em quando.
Ainda desejo me encantar com a profissão. Quero cursos e casos que causem questionamentos e respostas nas infindáveis possibilidades do humano.
Desejo outras fronteiras na mesma vida, na mesma história.
Ora sozinha, ora acompanhada quero mesmo é querer! E, por ora, está bom, pois desejo reticências para entrar em outras primaveras.
.... “no presente, a mente, corpo é diferente, e o passado é uma roupa que não nos serve mais...” (Belchior).
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