O chef de cozinha que veio do Rio


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O  chef Leo Prieto, 38 anos, foi atraído para a cozinha ainda menino, ajudando a mãe e a avó na pensão que a família mantinha em Laranjal Paulista. Adulto, tornou-se advogado. Foi só depois de se mudar para o Rio de Janeiro que o então cozinheiro de fim de semana, que recebia muitos elogios dos amigos por seus preparos, trocou também de carreira. Saiu a beca, entraram as panelas. Cansado da violência e do ritmo das grandes cidades, aceitou o desafio de se mudar para Franca. Solteiro e “pai” de um cão norueguês da floresta de seis anos, o “Pudim”, Prieto garante que está adorando a cidade.
 
Você assumiu o comando do restaurante Mediterrâneo há menos de um ano, mas já imprimiu sua marca, agradando clientes e recebendo muitos elogios. Como veio parar em Franca?
Eu sou um paulista nascido na capital que muito cedo arriscou trocar a metrópole pelo aclamado e paradisíaco Rio de Janeiro. Por lá, fiquei 13 anos. Mas chegou um momento da vida em que devemos priorizar nossa segurança, (por isso) resolvi voltar para a capital paulista. Neste retorno, no início de 2018, o Mediterrâneo Gourmet acabou por me encontrar. 
 
Antes do Mediterrâneo, onde você cozinhou?
Ingressei na vida gastronômica em restaurantes de comida por quilo, alguns hotéis como Fasano e Sheraton, até me formar em 2010 no Senac Rio como chef executivo Internacional. Fui trabalhar no Palácio da Cidade (sede da prefeitura do Rio de Janeiro), a pedido do Senac. (Depois) fui parar dentro do Projac (centro de produções) da Globo, cuidando de toda a parte gastronômica do local. Logo após, fui trabalhar no Capim Santo, no Rio, e agora estou no Mediterrâneo.
 
Como nasceu seu interesse pela culinária? De onde vem a paixão? 
Minha família tinha uma pensão em Laranjal Paulista, interior de SP. Assim, nas minhas férias, ia para lá e sempre ajudava minha avó com os afazeres da cozinha. Comecei a pegar gosto como hobby e sempre que podia ajudava minha mãe. Mas, sabe como é, a vida me levou para a advocacia. Até que, em 2006, com a mudança para o Rio, resolvi trocar de área e seguir na gastronomia porque muitos amigos pediam para todo dia eu cozinhar. Foi ali que eu percebi meu amor e tive a certeza que meu dom é na cozinha.
 
Você introduziu um menu especial de carnes. De onde veio a ideia?
A ideia do menu de carnes, na verdade, veio pela vontade dos proprietários em introduzir alguns cortes além do filé mignon. Criamos assim um menu com cortes exclusivos e diferenciados, sendo a única casa em Franca a adotar um padrão de ponto de carne preciso e técnico, auferido (verificado) no termómetro. Assim, a qualidade da carne (malpassada, ao ponto, bem passada) será experimentada da forma correta para cada tipo de corte.
 
Qual o prato mais pedido no Mediterrâneo? 
No jantar, são a Isca de mignon com risoto de banana e queijo coalho; salmão com crosta de nuts e risoto de alho poro. No almoço executivo, são a Costelinha suína com barbecue e aligot de batata; bife tartar de salmão ao molho de maracujá e brócolis gratinado. 
 
Você não é de Franca. O que tem achado da cidade? Além do Mediterrâneo, onde gosta de comer? 
Eu venho de cidades com agitações frenéticas. (Sou) acostumado a cidades que não dormem. O que venho curtindo e aproveitando é a tranquilidade da cidade, o clima menos caótico, me adaptando ao cotidiano mais leve. Fora que a segurança aqui é um diferencial, quem presenciou guerra (como no Rio) sabe que aqui a paz nesse quesito eleva o sorriso. Nos momentos de folga, gosto muito de uma comida japonesa. 
 
Fora do restaurante, qual seu prato favorito? 
Não consigo eleger um único prato como favorito, mas duas preparações foram as mais pedidas na minha vida: a lasanha de linguiça artesanal que minha avó fazia e o tutu de feijão, quase tropeiro, da minha mãe. Delivery certo!

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