Profissionais da construção civil vão fazer uma manifestação nesta quinta-feira, 31, contra a demora na aprovação de projetos para liberação de obras e na emissão de Habite-se – documento que permite que os imóveis recebam moradores – pela Prefeitura. Segundo a organizadora do movimento, Vera Ferrante, desde o dia 26 de dezembro, o município deixou de expedir as cartas de ocupação. O motivo, de acordo com Vera, seria a ausência de responsável pela assinatura do documento. Procurado, o Governo não se posicionou sobre o assunto.
Vera diz não saber precisar quantos processos estão parados na Secretaria de Planejamento Urbano. No entanto, apenas em seu escritório, ela afirma que responde por 40 construções. Para ela, a morosidade tem afetado a economia da cidade e comprometido o setor. “Todos estão sendo prejudicados, tanto que esperamos ter a presença (no manifesto) de construtores, engenheiros, arquitetos, pedreiros e eletricistas, pois todos que trabalham com a construção civil estão sendo afetados profundamente”, disse ela.
Apesar de não ter números totais do possível prejuízo gerado pela falta de liberações pela administração, Vera considera o volume elevado. Ela aponta que prédios de pequeno porte representam o maior índice de construções atualmente. Cada empreendimento custa, em média, R$ 400 mil. Somente após a documentação regularizada, é que os imóveis podem ser financiados pelos bancos.
“Trabalho há mais de cinco anos nesta área. Jamais vi a situação chegar a este ponto”, disse Vera. Os profissionais devem ser recebidos nesta quinta-feira, às 8 horas, pela secretária de Planejamento Urbano, Adailma Ferreira. No encontro, um ofício detalhando os problemas será apresentado ao Governo.
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