Prefeitura teve uma troca de secretário a cada 26 dias


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A dança das cadeiras na Prefeitura ainda não acabou
A dança das cadeiras na Prefeitura ainda não acabou

Entre a sua posse e o pedido de demissão de Rodolfo Morais, que ocupava a Secretaria de Saúde, na última quinta-feira, o prefeito Gilson de Souza (DEM) mexeu em seu secretariado, em média, a cada 26 dias. São 29 nomeações no primeiro-escalão do Governo, que inclui os presidentes da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) e da Feac (Fundação, Esporte, Arte e Cultura) neste período. Não entraram na conta as substituições temporárias de secretários, como em casos de férias. A pedido do titular da pasta ou por iniciativa do prefeito, o “facão” apenas não passou em duas áreas desde o início da gestão: na Feac e na Secretaria de Esportes criada com a administração já em andamento. Haverá mais mudanças.

Em algumas secretarias, três responsáveis se revezaram nestes 753 dias de Governo Gilson. Foi o que aconteceu com a área de Finanças, incialmente comandada por Sebastião Ananias, que foi substituído por Neide Lopes, que deu lugar a atual secretária, Tânia Bertolino. Na Segurança e Cidadania, também. Orivaldo Donzeli começou no cargo. Depois, veio Carlos Gatti. Agora, é a vez de Márcio dos Santos. Nem mesmo o setor mais próximo de Gilson escapou do recorde de trocas em seu governo. A Chefia de Gabinete do Prefeito foi outra área que teve três titulares diferentes, mas que terá um quarto em breve. Passaram por lá: Marcos Haber, Agostinho Ferreira e Orivaldo Donzeli. A cadeira está vazia desde dezembro.

Apesar de continuar na Administração desde o primeiro dia, Edgar Ajax mudou de secretaria. Começou na Ação Social, mas foi transferido para a Educação, quando Silma Junqueira foi exonerada. Para o lugar que era ocupado por Ajax, assumiu Vanderlei Tristão.

Na área de infraestrutura, todas as pastas tiveram dois gestores até aqui. No Planejamento Urbano, Virgínio Reis foi substituído por Adailma Ferreira. Na secretaria de Serviços e Meio Ambiente, o revezamento foi entre Rosaura Zúculo e Adriano Tosta. Pela EMDEF passaram Wanderley Cintra e Marcos Haber. Duas nomeações também no Desenvolvimento, com Flávia Lancha e Anderson Mitsuhiro. Até em secretarias criadas pelo próprio prefeito, os titulares mudaram. Em Assuntos Estratégicos, Tiago Comparini deixou o cargo, hoje ocupado por Ariel Cunha.

A dança das cadeiras na Prefeitura ainda não acabou. Há secretarias com interinos ou, simplesmente, sem responsáveis definitivos. É o que acontece nos Recursos Humanos, onde Alberto Donha pediu demissão; na de Negócios Jurídicos, com a saída de Cléber Reis, Murilo Menzoti assumiu temporariamente e, agora, na Secretaria de Saúde, após a baixa de Rodolfo. O Governo não informou quando haverá uma solução para cada caso.
 

Falta de alinhamento entre as razões

O discurso dos últimos integrantes do primeiro-escalão que deixaram a gestão Gilson segue a mesma linha. Flávia Lancha e Rodolfo Morais divulgaram nota pública, explicando os motivos de seus desligamentos. “Não temos alinhamento na maneira de enxergar as coisas. Tenho uma visão de desenvolvimento para movimentar a economia e gerar emprego. O foco do prefeito é a saúde e a cultura. Gostei muito do trabalho que fiz na Secretaria, mas por não ter condições de fazer melhor e do meu jeito, decidi sair”, justificou a empresária.

Já o ex-secretário de Saúde foi mais enfático. “Existem muitas divergências entre mim e o prefeito com relação ao modo de agir e conduzir a máquina pública. Divergências essas que são incompatíveis com meu modo de pensar, sentir e conduzir as coisas”.
 

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