Franca perde 17 mil postos de trabalho em 5 anos


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Indústria de transformação, formada por 90% da indústria calçadista: a que mais perdeu vagas
Indústria de transformação, formada por 90% da indústria calçadista: a que mais perdeu vagas

Cerca de nove postos de trabalhos formais foram eliminados por dia em Franca nos últimos cinco anos. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, mostram que, enquanto em 2014 foram admitidos 61.356 trabalhadores com carteira assinada na cidade, no ano passado este número foi de apenas 43.817, um saldo negativo de 17.539 entre um ano e o outro.

O setor que mais perdeu vagas é aquele que tradicionalmente emprega o maior número de pessoas na cidade, a indústria de transformação, composta 90% pela indústria calçadista. Nos cinco anos foram 9.155 vagas negativas. Outro a perder vagas, foi o comércio, com 239 vagas negativas. O saldo positivo fica para o serviços, com 3.945 vagas criadas.

Segundo o analista econômico Adnan Jebailey, do Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), em períodos de crise é comum as demissões aumentarem. “O setor comercial tem crescido ao longos dos últimos anos na cidade e em alguns momentos o crescimento foi enorme. A cidade está passando por uma alteração na matriz econômica, deixando de ser primordialmente industrial, para se tornar uma cidade de terceiro setor”, disse.

Essa mudança, segundo o analista, deve contribuir ainda para o crescimento do rendimento médio dos empregados formais, já que o setor de serviços, também de acordo com dados do Caged, paga mais que a indústria. “Com este aumento, as pessoas consomem mais, consumindo mais este setor cresce ainda mais”, completou Jebailey.

2017/2018
Quando comparados os saldos de empregos nos 12 meses de 2017 e de 2018, o saldo é melhor, já que no primeiro ano foram fechadas 196 vagas ante 37 no ano passado. Enquanto a indústria de transformação puxou o índice para baixo com o fechamento de 2.066 postos em 2018 ante 626 em 2017, os setores de comércio e serviços registraram um crescimento de 86%, passando de 301 vagas criadas para 561. No caso de serviços o salto foi ainda maior, de 121 postos formais criados para 1.505, avanço de 1.144%.  

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