Justiça condena homem a 110 anos de prisão por abuso contra criança


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Atos sexuais foram presenciados por diversas pessoas, que inclusive auxiliaram réu no crime
Atos sexuais foram presenciados por diversas pessoas, que inclusive auxiliaram réu no crime

FREDERICO VASCONCELOSSÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça de Santa Catarina condenou à pena de 110 anos de reclusão em regime fechado um homem acusado de cometer por diversas vezes o crime de estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos.

A defesa do réu, integrante de uma comunidade cigana, baseou-se no pretenso consentimento da vítima e, principalmente, no fato de a ação ter sido pautada pelas tradições ciganas, argumentos rechaçados ao final do processo.

O processo tramitou em segredo de justiça. Há possibilidade de recurso ao Tribunal de Justiça. O réu, atualmente com 23 anos, está preso.

"A violência física empregada contra a vítima ultrapassou em muito a violência sexual presumida em razão da idade dela, caracterizando, de modo inafastável, o crime de estupro, além de que cultura ou tradição nenhuma, seja ela cigana ou qualquer outra, pode reconhecer como 'normal' atrocidades sexuais obtemperadas em desfavor de crianças", registrou o juiz Paulo Eduardo Huergo Farah, titular da Vara Criminal da comarca de Campos Novos, na sentença.

Segundo denúncia do Ministério Público, o réu aproveitou-se da próxima relação que mantinha com a vítima e com ela contraiu casamento de acordo com as tradições ciganas. A partir daí, praticou inúmeros atos de abuso sexual em diversas oportunidades, mediante imobilização da menina por amarras nos braços e pernas.

Segundo informa o TJ-SC, os atos sexuais foram presenciados por diversas pessoas, que inclusive auxiliaram o réu no preparo da conduta criminosa. Os crimes teriam ocorrido entre os meses de janeiro a julho de 2015, em Campos Novos. O MP formulou a denúncia em setembro de 2017.

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