Paulo Miklos chega aos 60 anos com papel na novela e turnê


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Miklos acredita que artistas e, principalmente, roqueiros costumam viver uma eterna adolescência. Foi isso que o fez conseguir participar de tantos projetos diferentes.
Miklos acredita que artistas e, principalmente, roqueiros costumam viver uma eterna adolescência. Foi isso que o fez conseguir participar de tantos projetos diferentes.

"Estou amadurecendo, finalmente", brinca o músico e ator Paulo Miklos, que celebra seus 60 anos hoje. O paulistano se formou na música brasileira, passou 35 anos como roqueiro da grandiosa banda Titãs e hoje está na tela da novela das nove, como o beato Jurandir, de "O Sétimo Guardião" (Globo).

Miklos acredita que artistas e, principalmente, roqueiros costumam viver uma eterna adolescência. Foi isso que o fez conseguir participar de tantos projetos diferentes.

Ainda nos Titãs, o músico lançou discos solos, apresentou programas de TV e estreou no cinema. Aos 60, ele continua fazendo quase tudo isso ao mesmo tempo.

"Não me veria numa novela das nove. [Ser ator] foi algo que foi acontecendo ao longo do caminho. Sempre fui muito inquieto e aproveitei as possibilidades que se apresentavam a minha frente. Fiz parte de uma banda numerosa, em que eu podia exercer várias funções dentro do grupo, por exemplo", lembra Miklos.

A agenda cheia da banda e os convites que não paravam de chegar levaram Miklos a abrir mão dos Titãs, em 2016. "Fiquei durante muitos anos acomodando a agenda e fazendo muitas coisas ao mesmo tempo. Veio cinema, veio teatro, e a programação do grupo é bastante corrida", afirma.

Todas essas experiências são consideradas importantes para o ator, que viu em cada papel algo a aprender. Desde o assassino Anísio, de "O Invasor" (2002) -sua estreia no cinema- até Jurandir, da trama global.

"Ele é religioso, severo e fechado, muito diferente de mim. É interessante você se colocar na pele de alguém assim, e tentar entender o olhar que o outro tem do mundo", conclui Miklos.

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