É preciso respeitar


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A liberdade de cada um de nós vai até onde começa a liberdade do próximo. Se todos respeitassem essa regra, não haveria tantas reclamações e, algumas vezes, até vias de fato, por perturbação do sossego, que registra o maior número de chamadas no Plantão Policial, especialmente nos finais de semana. Isso porque alguns estabelecimentos, como barzinhos ou casas de diversão noturna, usam o som em altíssimo volume, incomodando o sono daqueles que precisam trabalhar no dia seguinte. Não somente bares, mas outras vezes em próprias residências, promovendo festinhas ou reunião de amigos, deixam o som ligado até na madrugada. O pior é que, mesmo sabendo que está incomodando, continua com o procedimento num total desrespeito à vizinhança, e enfrentando grosseiramente até a polícia. Há outros casos de abuso do som, como certos veículos de propaganda volante, que parecem querer acordar ou perturbar todo mundo por onde vai passando, nem se importando que seja nas proximidades de um hospital. Nessa mesma linha, tem aqueles jovens (já que nunca vi um idoso fazer isso) que instalam caixas de som na camionete ou picape, ligam naquelas gravações que não p odemos chamar de música, fazendo tremer janelas de casas ou de lojas por onde passam. Qual o prazer de quem age assim? Acredito que seja mesmo o de perturbar, pois nem os que estão dentro do veículo podem dizer que estão curtindo aquele som. A propósito, existem leis que proíbem esse exagero, e muitos até já foram abordados e multados, mas precisaria ter ainda mais rigor nisso. Vamos, portanto, respeitar a todos de forma civilizada e sem essa cafonice de som exagerado. Como bem dizia São Francisco de Sales, “O bem não faz barulho e o barulho não faz bem”!

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